Na corrida de F-1 que a Globo mostrou domingo, em que Senna ganhou no Brasil, em 91, havia quatro brasileiros na pista

Na corrida de F-1 que a Globo mostrou domingo, em que Senna ganhou no Brasil, em 91, havia quatro brasileiros na pista

Correram naquele ano, além de Ayrton, Nelson Piquet, Roberto Pupo Moreno e Maurício Gugelmin. Hoje, não há pilotos no grid e o GP do Brasil pode não acontecer no ano, além de seu contrato ter de ser renovado

Robson Morelli

10 de maio de 2020 | 17h00

A Globo tenta salvar as manhãs de domingo com a exibição das corridas do lendário Ayrton Senna. Tem conseguido. Neste domingo, mostrou a prova em São Paulo em que o piloto ganhou pela primeira vez em sua casa, numa das corridas mais dramáticas e emblemáticas da sua curta carreira – Senna morreu em 1994, após acidente em Imola. Mais do que rever Ayrton na pista e andando na frente foi alentador ouvir o nome de outros brasileiros no grid, na narração de Galvão Bueno e nos comentários de Reginaldo Leme. Correram aquela prova de 1991, além de Senna, Nelson Piquet, Roberto Pupo Moreno e Maurício Gugelmin. Uma verdadeira legião. A chance de ver a bandeira do Brasil no pódio, portanto, era muito maior.

De lá para cá, o Brasil foi perdendo posições. Rubinho e Felipe Massa mantiveram o sonho de acordar de manhã e ver um piloto brasileiro cruzando a linha. Talvez até no pódio, como estiveram em algumas boas ocasiões. Hoje, a categoria não tem piloto do País, e pode ficar sem ter por mais algumas temporadas. Pior. O GP do Brasil de 2020 não está certo que aconteça dada a falta de datas pelas provas canceladas e adiadas devido ao coronavírus. O Brasil pode sobrar no calendário uma vez que não paga cota aos organizadores.

Tem mais. 2020 é a última corrida em Interlagos do atual contrato da prefeitura com a categoria. Daí para frente, é preciso assinar novo vínculo, que ainda não foi documentado. A pandemia pode estragar isso também. Há muitas incertezas nesse momento na categoria.

Tudo o que sabemos sobre:

f-1; senna; velocidade;Fórmula 1

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.