Naming rights do Corinthians estão assinados e acabam com uma dívida de dez anos do clube com seus credores

Boa notícia será dada ao torcedor dia 1º de setembro, quando o clube completa 110 anos. Valor estimado é de R$ 300 milhões só para a arena em Itaquera

Robson Morelli

27 de agosto de 2020 | 19h39

Pagar seu estádio sempre foi o desafio do Corinthians desde que assentou o primeiro tijolo no terreno em Itaquera, onde treinavam os meninos da categoria de base e alguns profissionais quando o técnico Vanderlei Luxemburgo queria “punir’ o time tirando o trabalho do Parque São Jorge. Era começo dos anos 2000. A região é outro. Com a Arena Corinthians e uma Copa do Mundo no Brasil, tudo aquilo se modificou.

O contrato engavetado pelo presidente Andrés Sanchez tem validade de 20 anos, com valores estimados de R$ 300 milhões só para o estádio (ele não revela) e com outros compromissos da empresa também no futebol. Alguns nomes foram ventilados durante a semana do novo parceiro corintiano, como Magazine Luiza e Hypera Pharma. O primeiro veio do colunista Lauro Jardim, de O Globo, sempre bem informado. Mas a empresa não confirmou. O segundo nome foi divulgado pelo Uol.

A Hypera Pharma se chamava Hypermarcas até 2017. É uma empresa 100% nacional, dona de 50 marcas de produtos farmacêuticos e de beleza. Entre os mais conhecidos estão Benegrip, Doril, Engov e Gelol. Em 2018, a empresa ocupou o segundo lugar no ranking de anunciantes do Brasil, com investimento de R$ 970 milhões, segundo o site Mídia e Marketing. Já teve Ronaldo Fenômeno como garoto-propaganda. O Corinthians não confirma o nome da empresa, mas também não negou.

A partir da oficialização da parceria, o próximo passo é saber qual nome vai batizar o estádio em Itaquera. É um processo mais delicado que envolve um componente importante: fazer o nome pegar entre os torcedores e o público de modo geral. Alguns estádio pelo Brasil não conseguiram se dar bem nisso. O Palmeiras fez uma pesquisa para saber que nome o torcedor gostaria de ver no antigo Palestra Itália. Deu Allianz (nome da empresa) Parque (de Parque Antártica). Parece bobeira, mas não é. Serão 20 anos de parceria. Tem também de ser um nome fácil, que pegue…

Os R$ 300 milhões estimados pela parceria somente no estádio servirão para pagar boa parte da dívida com a Caixa, na ordem de quase R$ 500 milhões. Isso reduziria em 30% a conta do clube com a arena, daria mais crédito ao Corinthians no mercado e a possibilidade de eliminar juros. Não vai quitar a obra, mas vai ganhar fôlego e tempo para chegar lá. Os outros R$ 700 milhões estimados da dívida poderiam ser diluídos em 20 anos, o que dariam R$ 35 milhões por ano. Dinheiro que o Corinthians tem condições de fazer sem muitos esforços.

A boa notícia será dada ao corintiano dia 1º de setembro, nos 110 anos do clube. Andrés diz que depois disso vai entregar a direção do clube, nas eleições do fim do ano, e voltar a ser um torcedor de arquibancada.

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