Não é possível que o Palmeiras não encontre um atacante arroz-com-feijão

Robson Morelli

21 de fevereiro de 2011 | 14h52

A falta de um atacante arroz-com-feijão, que coloque a bola nas redes de canela, bico ou de joelho, tem tirado o sono do treinador do Palmeiras. Contra o Mogi Mirim era para o time ter somado três pontinhos fáceis. Jogou melhor, criou mais, teve o domínio da situação durante os 90 minutos. Mas a bola não entrou. E o Palmeiras abusou do direito de desperdiçar gol dentro da área. Tudo bem que o goleiro do Mogi trabalhou dobrado, fez valer o bicho de empate. Ocorre que se a equipe de Felipão tivesse um atacante desses de área, teria ganhado a partida sim senhor.

Os pontos não farão falta nessa fase do Paulista. O Palmeiras está entre os oito primeiros e não perderá esse lugar. Mas nesta semana Felipão e seu elenco começarão a disputar a Copa do Brasil e domingo tem clássico com o São Paulo. Ou seja: o cerco vai se fechando e de agora em diante a temporada pega fogo. É tudo jogo importante.

A boa fase do Palmeiras não pode enganar a diretoria, que diz não ter dinheiro para contratar um bom atacante. Maikon Leite está certo para julho. Só não sei se ele é esse atacante trombador. Os dirigentes também gritam a falta de um homem-gol no mercado. Não acredito que não tenha no Brasil um atacante que saiba fazer gols. Cadê os frutos das categorias de base que consomem R$ 3 milhões por mês das contas do clube?

O presidente Tirone já teve tempo de tomar pé da situação. Precisa agora apresentar seu cartão de visitas, mostrar competência. Se se deixar enganar pelo aproveitamento do time no Paulistão, vai sofrer no segundo semestre e também na Copa do Brasil.

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