Não há limites para a 9ine de Ronaldo

Robson Morelli

12 de abril de 2011 | 23h09

A 9ine nasceu para fazer sucesso entre os esportistas. A empresa de Ronaldo já tinha vida antes mesmo de o atacante anunciar seu fim de carreira no Corinthians, mas ela ainda não contava com sua presença em período integral. A 9ine se define como uma empresa que vai atuar na promoção de eventos esportivos e cuidar da carreira de atletas. Para tanto, se vale da parceria da inglesa WPP, maior grupo de publicidade do mundo. Não é um ponto sem nó de Ronaldo. 

A 9ine caminha com paciência para não se banalizar. Tem contrato com Anderson Silva, da MMA, e Falcão, do futsal. Arrumou uma confusão danada com Gilmar Rinaldi, empresário de anos de Adriano, por ter intermediado a contratação do jogador pelo Corinthians. Sua filosofia é contratar os melhores em suas modalidades. Do futebol mesmo, Ronaldo namora três meninos: Ganso, Neymar e Lucas – o que o futebol brasileiro tem de melhor hoje.

A 9ine come pelas beiradas. Ainda. Não vai com tanta sede ao pote. Nem se restringe aos profissionais do futebol. Pode amanhã trazer para seu time um destaque da natação, atletismo, ginástica, basquete, vôlei, tênis. Não seria de se estranhar se ela assinasse, por exemplo, com Cesar Cielo, tampouco com Maurren Magi.

Outro dia ouvi um diretor da 9ine dizer que não há barreiras para o carisma de Ronaldo. As portas se abrem quando ele corre atrás de parceiros. Ronaldo é uma mina de ouro como empresário. É por isso que todos começam a olhar para a 9ine e já sonham em se juntar a ela.

Vejo apenas um problema nessa conduta: a disposição de Ronaldo e dos que estão com ele de passar por cima de todos para conseguir novos clientes. O espisódio de Adriano foi representativo e acabou com uma parceria de anos do jogador com seu agente. É preciso rever conceitos ou procurar as pessoas certas para negociar, sem atropelos ou ‘trairagem’, como acusou Rinaldi.

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