Nelsinho foi um fraco

Robson Morelli

11 de setembro de 2009 | 09h24

O caso Piquet/Briatore, muito mais do que a necessidade do piloto e de seu pai em dar o troco no chefão da Renault pela demissão de Nelsinho após o GP da Hungria deste ano, coloca em xeque manobras outras nas pistas que todos nós já vimos ao longo na última década na Fórmula 1. Uma trombada aqui, uma derrapada ali, tudo hoje pode ter sido armado para favorecer esse ou aquele piloto. Qualquer acidente suspeito descerá a credibilidade da categoria. É contra isso que a FIA luta, e tentará provar nos tribunais que a batida deliberada de Nelsinho Piquet em Cingapura para favorecer Fernando Alonso foi uma manobra única em instante de loucura e desespero dos comandantes da Renault e do próprio corredor brasileiro. Por tudo que li nesses últimos dias, Briatore deverá ser banido da F-1, Nelsinho Piquet, excluído para sempre da categoria, mas a equipe manterá seus carros nos grids, se quiser, claro. A Nelsinho, o brasileiro envolvido, os maiores pesares. Como Rubinho disse ontem, se ele aceitou fazer isso, como confessou em relato, não serve para ser esportista. Tentou de maneira sórdida e baixa renovar seu contrato com a Renault, quando poderia fazê-lo dentro das pistas, como deve ser a carreira de quem se propõe a competir, seja no esporte que for. Nelsinho foi um fraco.

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