Neymar ainda pode ser punido, duplamente

Robson Morelli

23 de setembro de 2010 | 11h32

Ainda sobre o caso Neymar, há duas possibilidades de seu desacato ao técnico Dorival Júnior e aos companheiros de clube, como Edu Dracena, não passar impune como decidiu fazer a diretoria do Santos ao roer a corda do lado do mais fraco, o lado do técnico, demitido terça-feira com a absurda alegação de quebra de confiança.

 A primeira delas pode vir hoje, com a exclusão do nome do jogador na lista do técnico Mano Menezes. Se convocá-lo para o próximo período de treino da Seleção (ainda não há amistosos definidos), Mano poderá alegar que o problema do atacante  foi com o clube e que isso nada tem a ver com a Seleção Brasileira. Ponto e basta, como diz o outro na novela. Não receberá críticas porque certamente vai alegar que os interesses do Brasil estão acima de qualquer problema menor, como estão mesmo,embora não ache que o caso Neymar seja um problema menor.

Se não convocá-lo, estará dando um corretivo merecido no garato, mas acima de tudo passando seu recado ao grupo com quem pretende trabalhar até a Copa do Mundo de 2014. Chance de ouro para fazer isso e aumentar ainda mais a confiança que o torcedor deposita em seu trabalho. Francamente, sou pela exclusão.

A outra possibilidade de o jogador santista receber a punição que Dorival queria lhe aplicar pode vir dos tribunais desportivos. Neymar será julgado pelo que fez na partida contra o Atlético-GO e pode, por lei, pegar gancho de até nove jogos. Se o tribunal entender que o menino merece o puxão de orelha, a chance também é essa.

A propósito, o futebol pune, como já disse outras vezes nesse espaço. O Santos, com tantas lambanças na semana, apanhou gostoso do Corinthians na Vila por 3 a 2. E nisso a diretoria do clube não pode intervir.

OPA: ACABO DE OUVIR NO RÁDIO QUE MANO NÃO CONVOCOU NEYMAR

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