Neymar e Tite novamente juntos na seleção brasileira e na mira do torcedor

Depois do fracasso na Rússia, torcida espera que atacante e técnico tenham aprendido alguma coisa

Robson Morelli

03 Setembro 2018 | 16h49

O bom de ver a seleção brasileira reunida novamente é para saber se Tite e Neymar aprenderam alguma com a Copa do Mundo. Enfrentar El Salvador e Estados Unidos, em jogos fora do Brasil, nesse momento, convenhamos, desperta bem pouco interesse no torcedor. E essa percepção não diz respeito somente ao brasileiro, mas também a torcedores de outras seleções. Talvez muita gente gostaria de ver a França reunida novamente. Ou a Bélgica. Quem sabe a Croácia… Mas esses amistosos de retomada das datas-Fifa pouco mais de um mês após a Copa da Rússia têm sabor duvidoso.

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Alguns dos principais jogadores do mundo pediram dispensa de suas respectivas seleções, como fez Messi na Argentina. Neymar foi chamado. O jogador brasileiro tem se mostrado mais silencioso do que o normal nas redes sociais, onde atua bem e tem milhões de seguidores no planeta. Como todos sabem, ele foi duramente criticado por sua atuação no Mundial. E ainda pelo comercial que fez depois dele. O silêncio tem sido sua melhor jogada dos últimos tempos.

Voltar a vê-lo com a camisa do Brasil será diferente, tomara que ele também se sinta diferente com o uniforme. O brasileiro gostaria de tê-lo mais profissional, menos “firulento” e mais sério em campo. Em uma palavra, mais maduro. Daí a curiosidade da partida da sexta-feira nos EUA.

Da mesma forma, Tite será observado como ele costuma observar jogadores para convocar. Com vínculo esticado até a próxima Copa, de 2022, no Catar, o treinador aprendeu com as pancadas. Espera-se. Já não é mais unanimidade como era antes da competição na Rússia. Muita coisa do seu trabalho não deu certo. Ele também terá de se repensar, de modo a ser mais técnico do que foi no trato com os jogadores, nas facilidades durante o evento, nas regalias dadas aos craques, como Neymar, e na coragem de mexer no time. Aprendeu que não se pode demorar muito para mexer numa Copa do Mundo, que é preciso ter planos alternativos durante os 90 minutos, que trocar não significa reprovar…

Então, vamos ver se veremos um Neymar e um Tite diferentes do que eles foram na Rússia. E mesmo se forem diferentes, temos de esperar os meses, os jogos e até os anos para reavaliar tudo na seleção brasileira. Todos já foram responsabilizados pelo fracasso deste ano. Agora, vida nova que começa. Todos estão novamente em avaliação.