Neymar joga muito na classificação do PSG diante do Bayern na Liga dos Campeões apesar da derrota por 1 a 0

Neymar joga muito na classificação do PSG diante do Bayern na Liga dos Campeões apesar da derrota por 1 a 0

Time francês aprende a competir na competição europeia e vai amadurecendo um titulo que ainda não tem desde que contratou o brasileiro do Barcelona

Robson Morelli

13 de abril de 2021 | 18h13

Neymar jogou muita bola na dura e bela partida diante do poderoso Bayern de Munique na Liga dos Campeões. O PSG perdeu por 1 a 0, mas ficou com a vaga na semifinal graças ao resultado na ida por 3 a 2, quando o brasileiro também comeu a bola ao lado de Mbappé. O PSG aprendeu a jogar a competição da Europa, aquela que o clube francês se propôs a vencer desde que investiu um caminhão de dinheiro no atacante que estava no Barcelona. O mundo de lá para cá mudou e o PSG se tornou um dos melhores times do continente, enquanto que o Barça, de Messi, se afunda em dívidas e tenta se reerguer dentro de campo.

Neymar poderia ter dado a vitória ao PSG não fosse a trave e o goleiro do Bayern de Munique. Desta vez, ele foi melhor do que Mbappé, embora a dupla tenha jogado bem em Paris. Assim como o argentino Di María. O jogo foi digno de duas equipes que fizeram a final na temporada passada, quando o título ficou nas mãos da equipe alemã. Desta vez, a história foi contada de outra forma, com sotaque francês. Foi o time de Paris que se deu bem. Vendeu caro mesmo a derrota, contou com a sorte em alguns momentos e com sua defesa. No primeiro tempo, era Neymar e Mbappé contra a rapa de vermelho. Deu certo. O gol rondou a área do time de Munique também. Poderia ter perdido de novo.

Neymar dá mais um passo para sua consagração. Há dois caminhos para ele ser eleito o melhor do mundo. Um deles passa pela Liga dos Campeões. Seu time está na semifinal. Poderá pegar o City, outra pedreira. Se o PSG ganhar, ele e Mbappé vão disputar o título. O segundo caminho é a Copa do Catar, ano que vem, mas esse parece mais difícil no momento, uma vez que a seleção brasileira “não existe” neste momento, e não vem jogando bem nas Copas. Neymar terá a chance de mudar isso também. Quando quer, ele é capaz de alterar uma história. Precisa mudar a sua própria para poder bater no peito e dizer “missão cumprida”.

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