Franceses já torcem o nariz pelo comportamento mimado de Neymar no PSG

Franceses já torcem o nariz pelo comportamento mimado de Neymar no PSG

Papel de Daniel Alves, de tomar a bola de Cavani e dar ao parceiro, foi ridículo, foi papel de comadre

Robson Morelli

19 de setembro de 2017 | 10h36

Neymar nunca será Messi, tampouco um jogador fora das intrigas, desavenças e problemas comuns que dominam os vestiários dos times de futebol desde os primórdios. Neymar não se contenta com o que tem e isso, convenhamos, não pode ser apontado como uma falha de caráter ou qualquer outra coisa que o valha. Mas é fato que Neymar se acha realmente o dono do Paris Saint-Germain. Isso ficou comprovado em sua desavença com Cavani durante a partida com o Lilles, em que o brasileiro queria bater faltas e pênaltis no lugar no companheiro uruguaio.

Pior foi o ver Daniel Alves, um cara consagrado, trabalhando em favor de Neymar, atropelando Cavani para atender aos caprichos do parceiro do Brasil. Papel de comadre. A sensação foi de vergonha ao ver aquilo. Não tenho nenhuma procuração para defender Cavani em detrimento de Neymar, mas a cena foi ridícula, de jogadores brasileiros se comportando de forma ridícula. Neymar leva para o PSG todo o seu futebol, mas também toda a sua condição de menino mimado, desrespeitoso e que se julga a cima dos outros. Renê Simões já fala em “mostro” lá atrás.

Neymar não tem limites e faz inimigos em todos os lugares em que passa. Seus amigos são conquistados com mimos, barcos, viagens, vida boa, proximidade do ídolo. Neymar parece não ser daqueles que constroem amizades. Ele as compra, rico que é. Em menos de dois meses em Paris já é envolvido em confusão com um seu companheiro. Foi Cavani, mas poderia ter sido qualquer outro que se colocasse em seu caminho. Ele vai derrubando seus “opositores” um a um até se estabelecer. Não é assim que se ganha respeito, mas Neymar ainda não descobriu isso.

Ele e os brasileiros, como Daniel Alves, sobretudo, começam a fazer inimizades num país onde liberdade, igualdade e fraternidade não são palavras jogadas ao vento. São sentimentos enraizados no coração de um povo. Foi feita uma revolução por isso. Franceses importantes no futebol já torcem o nariz pelo menino mimadinho do Brasil, de bom futebol, mas mimadinho, desprovido de características importantes aos olhos dos franceses.

O que fez Neymar e o cordeirinho Daniel Alves também colocou em xeque a seriedade do time francês. Treinador, gerente de futebol, presidente ou quem mais comanda o time e seu projeto de ganhar a Europa falharam nesse episódio, mas felizmente eles têm a chance de remediar o ocorrido. Neymar não. Neymar começa a bombardear o vestiário de um time que tinha tudo para se dar bem na temporada.

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