Neymar precisa de Mbappé e Messi, mas neste momento ele está sozinho

Silêncio do PSG é muito estranho quando um de seus principais jogadores pode deixar o clube: mas há um caminho longo entre o desejo de demitir o atleta e sua conclusão por causa dos contratos assinados

Robson Morelli

29 de junho de 2022 | 11h23

O PSG vai provar do seu próprio veneno caso leve adiante a intenção de abrir mão do atacante Neymar na temporada 2022/23. O contrato e tudo o que tem atrelado a ele é o grande empecilho. Assim como o presidente do clube de Paris, o bilionário catariano Nasser Al-Khelaifi, o pai de Neymar também sabe negociar muito bem seus interesses e acordos no que diz respeito à carreira do atleta.

Neymar pai tem uma empresa à sua disposição para tratar do assunto, como vem fazendo desde a primeira transação do filho no Santos. Ele, por exemplo, inovou ao adquirir para si o direito de imagem do jogador, que historicamente sempre pertenceu ao clube pagador. Neymar pai vendeu esse direito do Santos ao Barcelona quando o garoto deixou a Vila Belmiro.

Foto: PSG

O PSG ainda não se posicionou sobre o rompimento com Neymar. Há um contrato vigente de três anos, cujo salário é de 4 milhões de euros por mês, o equivalente a R$ 22 milhões. É o jogador mais bem pago do clube francês, cujo projeto é ganhar a Liga dos Campeões, o que ainda não conseguiu desde que o brasileiro chegou ao time. Curiosamente, as fotos de Neymar no site oficial do PSG estão rareando. Ele é um dos principais jogadores do time, e está escondido no site e nas redes sociais. Pode ser apenas uma coincidência.

O elenco está de férias, com reapresentação marcada para julho. Parte da preparação da equipe será feira no Japão, com uma série de apresentações. Neymar pretende voltar no dia marcado. O futebol na França será retomado dia 6 de agosto, data da primeira rodada do Nacional. A janela de transferência está apenas esquentando.

Uma situação é fato: o PSG está reformulando seu elenco mais uma vez, como tem feito a cada fim de temporada fracassada. Ganhar o Campeonato Francês não alimenta mais o clube nem os torcedores. A comissão técnica de Maurício Pochettino também tem sido trocada, ele próprio está sem saber ao certo o que vai acontecer. Há um grande ponto de interrogação no PSG. O clube trabalhou até então para renovar com Mbappé.

Mas há muitos fatores envolvidos em todas as mudanças, há contratos vigentes, há multas rescisórias, desejos de atletas e há a necessidade de se olhar para o mercado. Há quem diga que tudo não passa de notícia plantada. Estranho é o PSG não se pronunciar sobre seu segundo principal jogador ou terceiro. Neymar disse que quer ficar. Não tem para onde ir. Não depende só dele, apesar do contrato vigente. Ficar a contragosto do clube e do torcedor é suicídio. Ele precisa dos amigos. Ele precisa de Messi e Mbappé jogando por ele com o dono do clube. Nenhum dos atletas ainda se manifestou. Não se sabe se irão fazer isso.

Nesse momento, Neymar está sozinho.

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