Neymar volta para o Campeonato Paulista com a camisa do Santos

Robson Morelli

10 de fevereiro de 2013 | 11h22

Os noticiários dão conta de que Neymar está com fome de bola, que quer entrar em campo logo e apagar no Paulistão a imagem ruim que deixou diante dos ingleses em Wembley: derrota da seleção de Felipão por 2 a 1. Digo, logo de cara, que Campeonato Paulista nenhum é capaz de suprir o fraco futebol mostrado pelo atacante do Santos com a camisa do Brasil. Nem se fizer quatro gols e comer a bola, o que já vimos que Neymar é capaz de fazer nos terrenos nacionais, ele apaga a frustração de todos naquele amistoso internacional. Inclusive dele próprio.

O fato é que Neymar, hoje mais maduro do que ontem e assim sucessivamente em sua carreira de três anos, precisa subir mais um degrau. E ele parece não querer fazer isso. Esse degrau o levaria para a Europa, entre os grandes do mundo. Neymar botou na cabeça, ou botaram na cabeça dele, que é preciso ficar no Brasil até o fim da Copa do Mundo de 2014. Ele parece também não querer largar o osso da vida ‘fácil’ que tem no Brasil, onde já é rei.

É decisão difícil para um garoto de 21 anos, concordo. Jogar na Europa é tarefa para os melhores não só de futebol como também de personalidade. E aí acho que Neymar é fraco. Ele não tem (ainda) essa personalidade que se cobra dele. Não o vejo batendo no peito e dizendo ‘vou vencer na Europa’, coisa que um amigo já o fez. Refiro-me a Lucas, agora do PSG e antes do São Paulo. Lucas já come o pão francês que o diabo amassou, se é que é possível ter pão amassado pelo diabo em Paris, e está hoje na frente de Neymar na corrida para ganhar o mundo.

É claro que Neymar pode também dá de ombros para tudo isso, mundo, melhor do mundo, Europa, e admitir que sua vida é boa mesmo em Santos, ao lado de seus pais e amigos, com seu dinheiro farto no bolso. É possível, por que não?. O Brasil está cheio de histórias de gente boa que preferiu permanecer em postos seguros do que encarar a vida em outras praças e cidades. O fato é que ser rei no futebol brasileiro é uma coisa. E ser rei no futebol mundial é outra bem diferente.

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