Nos 50 anos de Edílson Capetinha, lembranças de um jogador bom de bola e cheio de histórias

Nos 50 anos de Edílson Capetinha, lembranças de um jogador bom de bola e cheio de histórias

Ex-jogador foi fundamental para Palmeiras e Corinthians na década de 1990

Robson Morelli

17 de setembro de 2020 | 10h21

Neste 17 de setembro, Edílson Capetinha completa 50 anos. Nasceu em 1970. Sempre foi bom de bola e bom contador de história. Como todo bom baiano, não temia nada, tampouco deixava de se posicionar quando o assunto lhe pertencia. Edílson jogou em times bons, atuou no Japão, mas foi no Corinthians e no Palmeiras que ele marcou histórias. É muito lembrado nesses dois clubes, com mais de 100 partidas em cada um deles. Jogou naquele Palmeiras de 1993 e 1994, que quebrou a fila de jejum com o Paulista e Brasileiro. Também vestiu a camisa do Corinthians de 1997 a 2000, quando a equipe festejou seu Mundial de Clubes aqui no Brasil. Estava ainda no grupo do Brasil do penta, com Felipão, em 2002. FOTO. Arquivo Estadão

Esbanjou futebol em sua carreira. E muitas provocações também. Foi ele que fez aquelas embaixadinhas na final do Paulistão de 1999, contra o Palmeiras. Deu briga generalizada. Os palmeirenses ficaram loucos com o Capetinha, que sempre levou suas confusões com bom humor. Edílson levava a vida de forma leve. Mais sorria do que fechava a cara.

Quando a Gaviões da Fiel invadiu o Parque São Jorge para tirar satisfação com o elenco, Edílson foi o único a deixar o vestiário e se dirigir ao estacionamento, onde estavam os torcedores, para pegar seu carro. Tomou alguns petelecos, mas não recuou. Em campo, jogava mais bem do que mal.

Seu problema era o amor pela Bahia. Não tinha férias ou folgas em que não se atrasava na reapresentação, sempre com aquela desculpa de que o avião havia atrasado ou cancelado voo e coisa e tal. Tomava broncas e ficava só nisso. O futebol brasileiro não tem mais jogadores como Edílson.

Felipão falava que ele não passava a bola na seleção quando estava competindo com outros atacante para ir para a Copa do Mundo de 2002. Pedia a bola, mas não devolvia para quem atuava em sua posição. Queria minar o oponente e acabar ele indo para a Copa. Como aconteceu.

 

 

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