No Morumbi, Aidar caminha quase que sozinho no comando do São Paulo

No Morumbi, Aidar caminha quase que sozinho no comando do São Paulo

Com ruptura do presidente com seu maior cabo eleitoral, Juvenal Juvêncio, cartola terá dificuldades em 2015 e corre risco de ficar isolado

Robson Morelli

30 de outubro de 2014 | 17h38

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A situação político do São Paulo não deve se sustentar como está, em silêncio, até o fim do mandato do presidente Carlos Miguel Aidar. Muitos cardeais do Morumbi admitem pelos corredores do clube o erro que foi entregar o bastão para o dirigente, como queria e lutou para ser o então amigo e cabo eleitoral Juvenal Juvêncio.

Aidar e Juvenal, como todos sabem, não estão mais juntos. O atual presidente demitiu seu antecessor por divergências de ideias, para dizer o mínimo. O São Paulo tinha dois ou três grupos fortes politicamente, e alguns outros de menor expressão. Com o rompimento com Juvenal, Aidar criou mais uma turma de peso no Morumbi. Refiro-me ao aliados de Juvenal, que estavam com ele e não estão mais.

Juvenal permanece quieto, mas certamente está costurando medidas para enfraquecer o novo comandante. Há ainda a turma de Leco, outra força dentro do Morumbi. Leco é presidente do Conselho, colocado lá pelas mãos de Juvenal, portanto, não seria demais supor sua fidelidade ao antigo presidente. Leco era oposição a Aidar, mas decidiu fazer o jogo em pedido de Juvenal.

As forças e articulações se mexem nos bastidores do clube. A dívida financeira, como reclamou Aidar, é mesmo alta e fora da realidade que esperava. Ninguém sabe ainda o que fazer com ela, e qualquer decisão mais drástica será tomada somente em 2015. A falta de dinheiro e as contas para pagar implicam em deixar projetos de lado nesse momento, como aquele que previa a cobertura do estádio.

Já há vozes no São Paulo que dizem que a cobertura do Morumbi não é mais prioridade nem será por algum tempo, que o estádio, do jeito que está, atende às exigências. O principal agora é assinar com o novo fornecedor de uniforme, uma vez que a Penalty não deverá mesmo ficar. Puma e Adidas estariam em negociação. O futebol tem a chance de ajudar o clube na próxima temporada caso o São Paulo confirme sua participação na Libertadores. Tirar o caneco do Brasileirão do Cruzeiro seria façanha pra lá de especial nesse momento. Financeiramente falando, claro. Do ponto de vista de político, Aidar terá problemas em 2015.

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