Nossa segurança pública, futebol e organização do futebol também estão falidos

Polícia veta treinos em estádios um dia antes da final entre Palmeiras e Corinthians por temer confusão

Robson Morelli

03 de abril de 2018 | 10h25

Não conseguimos mais organizar eventos no esporte porque tememos brigas e confusões na cidade. Não organizamos mais eventos no esporte porque nossa segurança pública não consegue dar segurança aos torcedores. Essas foram as repostas da Polícia Militar e do Ministério Público para a iniciativa de Palmeiras e Corinthians abrirem seus treinamentos no sábado que antecede a grande final do Campeonato Paulista. Os clubes, com o aval dos treinadores, concordaram em mandar o treino nos seus respectivos estádios e abrir os portões, entrada franca para dar aquela forcinha na hora da decisão. NÃO PODE. Não pode porque não há como prever os acontecimentos e, pior, dar segurança aos envolvidos.

E olha que estamos falando de um estádio em Itaquera, zona leste de São Paulo, e outro na Pompeia, zona oeste. Há uma distância gigantesca de uma praça esportiva a outra. Mesmo assim, NÃO PODE. Os torcedores, que não são santos e adoram uma briga, poderiam se encontrar no transporte público. Metrô, principalmente. E aí vai dar confusão.

O futebol anda sem limites, ou andam sem limites os seus personagens. Teve briga dentro de campo no primeiro jogo entre Corinthians e Palmeiras. Deverá ter novamente domingo. Tomara que não, mas… Ocorre que a segurança pública deveria ter competência, efetivo e ser mais bem paga para fazer esse trabalho. Seria bem bacana os dois times finalistas treinarem com suas respectivas torcidas no estádio. Seria também a oportunidade, com portões abertos, para muita gente conhecer as arenas, gente que não pode pagar ou que não consegue comprar ingressos.

No próprio dia da intenção dos clubes, a PM e o MP já vetaram a iniciativa.

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