O Atlético é campeão da Libertadores da América. Acaba a maldição em Minas

Robson Morelli

25 de julho de 2013 | 01h01

Foi sim sofrido, mas o torcedor sempre acreditou que o Galo pudesse reverter o placar adverso de 2 a 0 diante do Olimpia. Cuca foi até a final sob os olhares desconfiados do torcedor porque sempre carregou fama de pé-frio. Isso acabou. “Chega dessa coisa que sou azarado!!!!!”, desabafou o treinador campeão da América após o Galo ganhar por 2 a 0 no tempo normal, empatar na prorrogação e vencer nos pênaltis por 4 a 3. Cuca foi um personagem dessa conquista, sem dúvida. Ofereceu o caneco para sua mãe, talvez uma das poucas que nunca desconfiou do filho.

A torcida também merece destaque nesta festa linda no Mineirão, e no Independência em todas as outras partidas da competição. Esteve presente em todos os jogos, apoiou, chorou, acreditou para festejar no final. A renda dessa final em Belo Horizonte também entra para a história do futebol brasileiro como a maior de todas: R$ 14 milhões.

Em campo, todos merecem ser abraçados e reverenciados, mas alguns precisam ter o nome eternamente lembrados na história do clube. O goleiro Victor é um deles. Fantástico. Pegador de pênaltis em momentos difíceis do time e da caminhada, com as mãos e com os pés. Virou São Victor a exemplo de São Marcos, do Palmeiras, que também fez milagres na sua vez.

E esse quarteto formado por Bernard, Tardelli, Ronaldinho e Jô deu o que falar em Minas. Juntos, eles infernizaram todas as defesas que enfrentaram. Se o santo estava no gol. Os capetas jogavam na frente. Não deram moleza para beque nenhum. Há ainda de se reconhecer o trabalho da diretoria e da comissão técnica com Ronaldinho e seu envolvimento com a equipe para ganhar no Brasil o que não tinha ganhado antes de ir para a Europa. E, se continuar no Atlético, o meia voltará a disputar no fim do ano um torneio entre os grandes do mundo, entre o grande da Europa, o Bayern de Munique. ” Passa um filme na cabeça depois de muita gente dizer que o Galo tinha jogadores renegados, eu, o Jô…”

O Galo acaba com a sina de não erguer taças e reabre com a Libertadores nova fase em sua história. Parabéns, atleticanos. Valeu!

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