O Corinthians começa hoje sua Libertadores. Também acho que desse ano não passa

Robson Morelli

15 de fevereiro de 2012 | 11h44

Amigo do futebol, hoje a bola vai rolar. E todo mundo vai estar de olho em um único jogo: Deportivo Táchira x Corinthians. Para o bem e para o mal. Os corintianos, de terço nas mãos e tudo mais na esquina, estreiam com a esperança renovada em uma Libertadores, a décima em sua história (1977, 1991, 1996, 1999, 2000, 2003, 2006, 2010, 2011).

Desse ano não passa, bradam os seguidores do campeão brasileiro. Essa fé alvinegra é mesmo de dar inveja.

Do outro lado, há o grupo dos secadores, que são todos os outros torcedores da cidade. Palmeirense, são-paulino, santista. Desse ano não passa, provocam os gozadores, é o que eles dizem todos os anos. Deixa pegar um argentino…

Digo que o Corinthians é um dos times mais fortes desta Libertadores. Não está atrás de nenhum outro. No mínimo é igual à maioria. Ter mantido a comissão técnica, com Tite no comando, e todos os principais jogadores do elenco foi tiro certo da diretoria. Isso dará ao grupo a tranquilidade que ele tanto precisa no torneio. Esse Corinthians é uma equipe madura o suficiente para fazer resultados, driblar a catimba dos estrangeiros, superar dificuldades e reverter marcadores.

Não tenho dúvidas disso.

Estrear com o pé direito, claro, vai ser importante, mesmo fora de casa e, por isso, sabendo das dificuldades. Das nove edições passadas, o ‘time do povo’ estreou com vitória em quatro ocasiões. Em outras três, amargou o dissabor da derrota. Ocorre que a história serve apenas como… fato histórico.

Os jogadores se conhecem, sabem jogar, o meio de campo é forte e o ataque faz gol. Não há uma estrela sequer que roube a cena e ofusque os demais. E isso pode ser bom. Todos vão correr por todos, como foi no Brasileirão de 2011.

Douglas chegou para refinar o meio de campo. Mas vocês viram o que jogou Danilo contra o São Paulo? Esse é o Corinthians dos sonhos de Tite, com peças que se equivalem, opções de troca sem perda de qualidade e algumas cerejas.
Os jogadores, de modo geral, dizem que a Libertadores é uma competição diferente, de mais pegada, de jogos para homens de verdade.

É sim tudo isso. Mas é também uma disputa de futebol, de 11 contra 11, de bola redonda. E desde que Charles William Miller trouxe para essas bandas duas bolas, um par de chuteiras, um livrinho com regras e alguns uniformes surrados, ganha quem joga melhor.

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