O Corinthians não sabe o que fazer com Carille

A parceria, nesta sua segunda passagem, não deu liga e quando isso acontece treinador nenhum trabalha com tranquilidade

Robson Morelli

15 de outubro de 2019 | 10h38

FOTO: JF DIORIO/ESTADÃO

Se afundando… Carille está numa areia movediça no Corinthians. Cada vez que ele se move, faz alguma declaração contrária aos jogadores, sobretudo, se afunda um pouco mais. Carille teve um momento muito bom no Corinthians em sua primeira passagem, quando ganhou títulos e movimentou a torcida a seu favor, assim como o elenco. Hoje, parece que ele está em caminhos opostos em relação ao torcedor e ao grupo.

Pelo fim da retranca… Recentemente, teve de engolir uma manifestação de torcedores pedindo, vejam só vocês, para que o time seja mais ofensivo. Ora. Deve ser humilhante para um treinador ouvir esse tipo de manifestação de sua torcida. Passa a impressão que o cara é retranqueiro. Muitos dizem que não é uma impressão. Carille bebeu muita da água de Mano Menezes e Tite, dois treinadores que privilegiam a defesa.

Com mais ambição… Carille também andou falando “mal” de jogadores, cobrando mais experiência de alguns deles, expondo situações que deveriam ser discutidas no vestiário ou olho no olho com cada um deles. Começa a pedir mais jogadores para 2020, mas faz isso usando a expressão de que quer jogador com mais ambição. Isso avacalha com os atletas que estão no elenco.

Queda iminente… Pior. Disse na última rodada do Brasileirão que o Corinthians não merecia a posição que ocupa no Nacional, quarto lugar. Isso causou mal-estar em alguns jogadores, soou como desdém ao rendimento e esforço do time. Cabe a ele fazer o Corinthians jogar mais e melhor.

Hummm… Também no fim de semana a diretoria corintiana garantiu a permanência de Carille para 2020. No futebol, quando cartola começa a defender técnico é porque na próximo derrapada ele perderá o cargo. É uma lenda.

Pedir para sair… Carille também pode entender que não consegue fazer esse Corinthians jogar, que não terá reforços e que é melhor parar o trabalho agora do que mais adiante, em situação ruim para a sua carreira e, talvez, para o time. Até então, o treinador ainda é bem visto no mercado. Há quem o defenda e há quem torce o nariz por ele. É nítida a fraqueza do time nesse momento. Ninguém acredita muito que o Corinthians vai manter sua posição na tabela. Ele joga pela Libertadores, e mais nada nesta temporada.

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