O Corinthians nunca esteve tão perto de erguer seu estádio

Robson Morelli

12 de julho de 2011 | 09h53

A Fifa vai precisar de duas ou mais semanas para conferir as garantias que o Corinthians deu ao Comitê Organizador da Copa de 2014 para a construção do seu estádio. Foi a Odebrecht que bancou tudo, 100%. É ela que está dando crédito para o clube do Parque São Jorge em sua empreitada para finalmente ter seu estádio.

É claro que não faz isso de alegre. Ela própria tem garantias dos gigantes envolvidos com a competição. Refiro-me à CBF e aos governos Federal, Estadual e Municipal. O fato é que o Corinthians nunca esteve tão perto de começar a erguer seu estádio nesses 100 anos de história.

Também é fato que o clube vai carregar para sempre a pecha de ter sido ajudado pela governança de São Paulo e do Brasil. Seria como se estivesse devendo para todos os contribuintes da cidade. Para muitos isso pouco importa, o que vale é a construção do estádio para abrigar um dos maiores times do País, tão grande quanto sua torcida.

Para outros, no entanto, é uma afronta num Brasil em que falta muita coisa para uma vida digna de sua população. Eterna discussão. Faço parte dos que acham que a obra corintiana, particular e privada, não deveria ter um centavo de real de incentivo fiscal e público. Mas também concordo que a região da zona leste vai ser melhorada, revitalizada, colocada no mapa, gerando empregos e melhores condições para quem mora nela.

Se isso acontecer mesmo, talvez empate. De qualquer forma, as garantias da Odebrecht para o Itaquerão estão com representantes da Fifa, que vão agora analisar se elas têm procedência. No bom português, se o cheque tem fundo.

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