O Corinthians perde o encanto e ganha vaia da torcida no Pacaembu

Robson Morelli

15 de setembro de 2013 | 19h14

O ciclo desse Corinthians terminou antes de começar o Brasileirão, talvez depois da queda na Libertadores. O elenco não dava mais liga, como dizem os profissionais da área. Tite, o comandante, deveria ter percebido isso. Esses jogadores estão juntos, a maioria, quase três anos, alguns até mais. É muito tempo no futebol. Três anos de treinos diários, de concentrações duas ou três vezes por semana, de hotéis, palestras, as mesmas refeições, duplas de quarto… O desgate é natural. E grande.

E quando esse desgaste bate à porta, o reflexo vai para campo. O Corinthians que perdeu para o Goiás em casa é resultado de tudo isso e, claro, das situações naturais da vida do time, como lesões, cansaço físico, convocação para a seleção (Pato e Guerrero, por exemplo). Há uma nítida falta de interesse dos principais jogadores da equipe. Em outras épocas, Emerson não perdia aquele gol em que a bola passou por baixo de seu pé bom. No Pacaembu, em determinados momentos do jogo (derrota por 2 a 1), parecia que o Goiás jogava em casa porque corria mais e com mais vontade. Vontade. Essa palavra sempre foi mágica no Corinthians. Todos as outras que fazem de um jogador comum um ídolo no clube são importantes, mas nenhuma é mais cobrada do que vontade.

E a torcida que não é besta nem nada, logo percebeu que faltou vontade ao Corinthians no Pacaembu na tarde deste domingo. E por essa falha, tome vaia. Fazia tempo que os jogadores campeões do mundo não eram tratados desta maneira. E a cobrança, mesmo com crédito gigantesco, vai começar. Como faltam mais alguns meses para o fim da temporada e nenhum negócio pode ser feito, esse grupo terá de se suportar por mais algum tempo, inclusive Tite.

Como disse o treinador semana passada, se o Corinthians conseguir vaga na Libertadores, já estará de bom tamanho.

UM DIA VOU FALAR ISSO PARA ELE
Essa é para Henrique, zagueiro do Palmeiras
‘O zagueiro precisa ser um jogador confiável, que decida o que é para se decidir em campo. Contra o América-MG, você entrou com a perna mole e perdeu no lance do gol do time mineiro. O bom zagueiro joga simples e sem firula, e faz o que precisa ser feito na defesa. O problema é achar que é melhor do que realmente é.’

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