O dilema de Muricy

Robson Morelli

29 de abril de 2011 | 09h51

O único senão do clássico entre São Paulo e Santos é o fato de as duas equipes estarem envolvidas em outras competições. Quem mais está numa encruzilhada é o Santos, que precisa viajar para o México, onde fará o jogo de volta contra o América, pela Libertadores. Vai no sábado após a partida do Morumbi.

Ocorre que Muricy terá de decidir se seus jogadores, Neymar, Ganso, Elano…, podem fazer as duas partidas em condições competitivas. Se a Libertadores fosse antes, não teria dúvidas que ele mandaria a campo o time titular. Mas como o Paulista é na frente, amanhã já, e a Libertadores é mais importante, ele pode poupar alguns atletas.

Fosse eu iria com o que tem de melhor à disposição, tirando os machucados e os suspensos. Claro. É decisão. Tem de ir para o sacrifício. O Paulistão é um jogo só. Se perder está fora. A Libertadores é mais importante, mas o time já ganhou a primeira partida por 1 a 0 e agora joga pelo empate. Muricy deu outro padrão à defesa santista. Ela está mais sólida, mais precavida com os volantes fazendo a cobertura. Isso conta.

Do outro lado, o Tricolor, com a defesa baleada, aposta na boa fase de Dagoberto. Miranda, Alex Silva e Rhodolfo reclamam de dores. Mas devem jogar. O time não terá Lucas e o menino fará falta. Carpegiani confia na velocidade da equipe e na possibilidade de ela inventar na frente, na jogada individual. Vai ser fogo contra fogo independentemente da formação dos times. Vai ser um jogaço.

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