O drama de três gigantes do futebol brasileiro

Robson Morelli

12 de setembro de 2012 | 12h43

Amigo do futebol, hoje a bola vai rolar. Tem rodada cheia no Brasileirão. Uma super quarta, do jeito que o torcedor gosta. Três grandes precisam se reabilitar: Palmeiras, Santos e Flamengo. Cada um com problemas diferentes nesta fase da temporada.

O Verdão vive seu pesadelo com o fantasma do rebaixamento. É um time assustado. Somente um retiro é capaz de mexer com o brio dos jogadores. Felipão precisa inventar alguma coisa para mudar esse cenário. Palestras e treinos já não funcionam mais. É preciso reorganizar a família Scolari ou alguma coisa que o valha. César Sampaio diagnosticou total abatimento da tropa após a derrota para o Galo,de Ronaldinho. Não era para menos. Ocorre que assim como não dá para festejar vitoria na véspera, também não dá para jogar a toalha no começo do returno. O time é limitado, é verdade, ma
s não é pior do que outros tantos.

O problema do Santos é outro. Com todas as baixas do meio do ano para cá, com Ganso em parafuso e com Neymar vira e mexe a serviço da Seleção, Muricy joga pressionado pela necessidade de ter de montar um time no returno do campeonato. As peças que tem em mãos são pra lá de comuns, e a diretoria parece incapaz de ajudar nesse momento. A verdade é que há dois anos o Santos só pensa em Neymar e empurra tudo o que pode para debaixo do tapete. O Peixe ganhou muito nesses anos e encantou o torcedor com Neymar e companhia, mas parece incapaz de sair dessa sinuca de bico.

Na Gávea, os problemas são os mesmos de sempre: falta de tranquilidade para trabalhar, muita confusão interna, troca de técnicos e agora o problemão chamado Adriano. Parece pouco, mas não é.

O fato é que Palmeiras, Santos e Flamengo vão ter de rebolar para acabar a temporada de forma digna. Não vai ser fácil.

Biscoito da sorte
Esse amistoso contra a China foi, digamos, um autêntico biscoito da sorte para Mano Menezes e a Seleção Brasileira. A CBF deveria riscar essa partida de suas estatísticas. Foi vergonhoso. Mano deveria pedir desculpas em nome da entidade. E os jogadores, profissionais que são, deveriam ter parado de comemorar os gols tão logo perceberam a fragilidade do rival.

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