O ex-presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Melo, foi indiciado desde o começo do inquérito do Ninho

Com ele, outras sete pessoas, entre funcionários da empresa de ar-condicionado e do próprio clube, também foram arroladas nas investigações

Robson Morelli

07 de fevereiro de 2020 | 12h34

O inquérito que investiga as causas da morte dos dez jogadores de base do Flamengo, em incêndio no Ninho do Urubu, em 8 de fevereiro de 2019, quando os meninos estavam dormindo, caminha para a manutenção dos mesmos indiciados de antes do pedido de mais apuração dos fatos. Em junho do ano passado, oito pessoas foram indiciadas, entre elas o ex-presidente do clube, Eduardo Bandeira de Melo, que comandava o Flamengo quando se deu o caso.

O MP do Rio, de posse dessa documentação, tem até março para tomar sua decisão. O indiciamento se dará por homicídio com dolo eventual, cuja pena pode chegar a 6 anos. Não se sabe se os “acusados” serão presos.

Os indiciados desde o começo das investigações são: Danilo da Silva Duarte, engenheiro da NHJ; Edson Colman da Silva, técnico em refrigeração; Eduardo Bandeira de Mello, ex-presidente do Flamengo; Fábio Hilário da Silva, engenheiro da NHJ; Luis Felipe Pondé, engenheiro do Flamengo; Marcelo Sá, engenheiro do Flamengo; Marcus Vinícius Medeiros, monitor do Flamengo; Weslley Gimenes, engenheiro da NHJ.

NHJ é a empresa responsável pela instalação e manutenção do aparelho de ar-condicionado, onde começou o fogo.

Uma CPI no Rio pode ser aberta para tratar do caso. Há quem duvide de sua força após um ano. Flamengo e familiares dos dez meninos mortos ainda negociam indenizações. A maioria dos parentes dos garotos mortos ainda não aceitou o dinheiro oferecido pelo clube. Duas concordaram. Estima-se que o valor seja entre R$ 300 mil e R$ 400 mil.

A nova diretoria do Flamengo conduz o caso de forma jurídica, com os advogados à frente da condução de tudo. O que os familiares pedem é mais atenção e carinho com os pais dos meninos, ainda choram seus filhos.

A sociedade clama pelo acerto definitivo, mesmo que para isso o clube suba sua proposta. O Flamengo tem uma temporada para jogar e não será feliz completamente se tiver de carregar essa pendência, que já dura um ano.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: