O fantasma da fila

Robson Morelli

11 de fevereiro de 2010 | 10h09

Quando tenta a aproximação de seus jogadores de frente, a jogada sai com naturalidade, mas porque será que o Palmeiras insiste tanto nas bolas levantadas na área? Muricy gosta dessa jogada, já fazia isso no São Paulo. Ocorre que o Palmeiras não tem um cabeceador para isso. Danilo, o zagueiro, é o melhor nesse fundamento. Mas ele só vai nas bolas paradas. Ontem, no sofrível futebol apresentado na vitória sobre o Flamengo do Piauí, o time voltou a jogar mal. Culpou o calor e o gramado alto do estádio, com razão. Era nítido ver pela TV a bola parar no campo fofo. Mas não é só isso. Faltam jogadas. Falta entrosamento. Falta triangulação. Falta habilidade. Falta tranquilidade aos jogadores. Falta até inteligência de quem se espera mais. O Palmeiras é ansioso e afoito diante de qualquer adversário. Antes de ganhar no campo, o jogador terá de vencer essa batalha interna. A frase de Armero semana passada refletiu tal condição: “Eu tento, peço a Deus para me ajudar, mas não está dando certo.” É o típico comentário de quem corre com um fardo nas costas. Quem acompanhou o time nos 17 anos de fila sabe muito bem o que estou falando.

Mudando de assunto
Está tendo realizado um evento na Assembleia de São Paulo sobre a Copa de 2014. O presidente da FPF, Marco Polo del Nero, disse que o Estado tentará trazer as 32 seleções do Mundial para um período de preparação nas cidades paulistas, como Ribeirão Preto, Campinas, Presidente Prudente, etc. Oitenta cidades se candidataram a sediar um desses times antes do Mundial. Eles treinariam no Estado e depois seguiriam para suas bases pelo Brasil. Del Nero acredita que São Paulo consiga trazer até 20 seleções, o que já estaria de bom tamanho para a FPF.

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