O franzino Bernard sente as chegadas dos marcadores da seleção nos treinos

Robson Morelli

30 de maio de 2014 | 20h08

Direto da Granja

Os grandalhões do Brasil não deixam o pequeno Bernard, de 1,63 m de altura, em paz. Sacaneiam o ‘baixinho’ no que podem durante os treinamentos. Franzino, Bernard também tem sofrido com algumas entradas ríspidas dos companheiros. Nesta semana, foi atingido algumas vezes. Felipão protege seu pupilo das ‘pernas alegres’ como pode. Na manhã desta sexta-feira, parou o começo de um rachão após uma entrada mais dura de Daniel Alves no atacante da seleção.

O treinador não vai pedir para seus jogadores tirarem o pé, mas desde que seja em treinos de fundamento ou coletivos. Perder um de seus jogadores em brincadeiras que podem ser evitadas é tudo o que ele não quer. Em 2002, Felipão sofreu na pele o dissabor de ter de fazer um corte às vésperas da estreia da seleção contra Turquia. O volante Emerson, um dos seus jogadores de confiança, se machucou ao brincar no gol e deslocou o ombro. Ficou fora da Copa e deu lugar para Ricardinho.

Como os treinos procuram ser em alguns momentos simulações dos jogos, Bernard terá de proteger as canelas e se preparar para as botinadas, sobretudo ele que joga com rapidez e técnica. Nas duas entradas mais pesadas que sofreu, além de Daniel Alves, seu outro algoz foi Neymar, esse já acostumado com os bicos das chuteiras dos marcadores.

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