O mambembe circo da Indy no Brasil

O mambembe circo da Indy no Brasil

Robson Morelli

14 de março de 2010 | 15h27

AE

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Amigos, quando fiquei sabendo que a Indy viria para São Paulo, para o Brasil, até bateu aquele sentimento ‘pacheco’. O País do futebol também poderia ser o País do automobilismo. Já tem a F-1 e agora teria a Indy de novo. Para os amantes da categoria, seria algo sensacional. No entanto, bastou a tralha da Indy desembarcar no Brasil para se ver sucessivas lambanças da organização. Que vergonha!

Aceitamos receber a etapa de abertura sem ter a menor condições estruturais para isso. Desorganização e bolas nas costas atrás de bolas nas costas. A pista foi mal traçada, o asfalto novo da marginal fazia o carro pular mais que camelo e na hora do treino classificatória de sábado descobriu-se que o piso do Sambódromo era liso demais, não segurava os carros em quinta marcha na reta. Os pilotos estrangeiros caíram de pau. Os brasileiros, tentaram cobrir o sol com a peneira. “Em outras pistas tudo isso também acontece”, diziam os brasileiros quase que em coro.

Não podemos nos esquecer que tudo isso foi aprovado por representantes da Federação Internacional de Automobilismo. Patético.  A TV Bandeirantes, que comprou o evento (e quando se compra um evento assim é obrigação defendê-lo até o fim), era a única entusiasmada. Chegaram a dizer na transmissão que os carros estavam correndo muito na reta e por isso eles dançavam na pista. Resumindo: foi um show de horror. Um verdadeiro fiasco.

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