O ‘não’ de Renato Gaúcho coloca o Corinthians no seu devido lugar

Clube queria andar de Ferrari sem ter condições para isso; parte agora para uma contratação de técnico bem mais modesta para o Brasileirão

Robson Morelli

21 de maio de 2021 | 09h55

O Corinthians sonhou durante dois dias com Renato Gaúcho. E voltou à realidade depois do ‘não’ do treinador ao convite para comandar o time no lugar de Vagner Mancini. O clube queria andar de Ferrari sem ter condições para isso. A temporada não é para gastos altos pelo simples fato de não ter dinheiro para isso. Renato é um dos melhores treinadores do Brasil. E sabe se valorizar como nenhum outro. Não dava para o Corinthians. Mas sonhar não paga e a torcida sonhou junto com o clube.

FOTO: JF DIORIO/ESTADÃO

O ‘não’ recolocou a diretoria na estaca zero, como ela mesmo admitiu ao informar que Renato Gaúcho era o plano A, B e C. Ou seja, o presidente Duílio Monteiro Alves demitiu Mancini sem ter outro para colocar no lugar. O Campeonato Brasileiro está para começar, dia 29, e o clube agora corre contra o tempo para completar seu elenco. Hoje, não há comando na equipe. Os profissionais improvisados ficarão no cargo até a contratação.

Sem Renato Gaúcho, o Corinthians vai pescar no mercado outro treinador que possa dar conta de fazer o elenco responder à altura de sua tradição. O placar de 5 a 0 diante do Huancayo pela Sul-Americana não representa nada nesse momento, uma vez que o time já está eliminado e só cumpre tabela no torneio. Tem mais um jogo para fazer. Os nomes vão aparecendo e sendo jogados na mesa do presidente. Esse sim. Esse talvez. Esse não. É assim que o futebol brasileiro escolhe treinadores e jogadores.

A pergunta é uma só: quem pode comandar o Corinthians? Duílio quer dar um tiro certeiro. Sabe que não pode errar em sua gestão. Sabe também, melhor do que ninguém, que o dinheiro é curto. Não há ainda previsão da volta do torcedor aos estádios, até então uma boa fonte de renda. Tem de pagar a Neo Química Arena. Tem de trazer reforços porque esse time que está aí não sobrevive ao Brasileirão – os quatro últimos são rebaixados.

Fábio Carille (foto), Mano Menezes, Dorival Jr. são nomes que estão na mesa do presidente. Nenhum deles, no entanto, empolga a diretoria. O Corinthians vai peneirar mais até chegar num profissional que “saiba trabalhar com a base, não estoure o orçamento do clube, saiba juntar jovens com veteranos, seja vencedor e não peça muitos reforços’. Tem uma semana para encontrar esse treinador. A base salarial gira em torno de R$ 300 mil por mês.

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