O Palmeiras abusa do direito de perder gols contra o Audax

Robson Morelli

09 de fevereiro de 2014 | 21h02

O Palmeiras perdeu um ‘caminhão de gols’ na partida contra o Audax, incluindo um pênalti mal cobrado por Alan Kardec, que é bom jogador, mas que errou na cobrança do tiro livre e também no rebote do goleiro. Não fosse essa condição no Pacaembu neste domingo, o time de Gilson Kleina poderia ter festejado sua sétima vitória em sete partidas no Campeonato Paulista. A pontaria estava cega. Mais que isso: os jogadores enfeitaram demais.  O empate de 1 a 1 não tira o brilho do que o Palmeiras faz nesse começo de temporada. Claro que não. Mas ficou na boca do torcedor o gostinho de que o time poderia ter vencido.

A impressão que tive, e isso é só uma impressão, é que ninguém queria muito enfrentar o Audax. Todo mundo sabe que jogador gosta é de encarar rivais maiores, de nome e sobrenome. E eles deram de ombra para o pobre Audax. Um erro. Porque no segundo tempo, o rival deu trabalho e poderia também ter feito mais gols.

Gilson Kleina deveria ter percebido essa pouca disposição do elenco. Se não percebeu, é porque talvez essa impressão tenha sido apenas minha. Agora, que o treinador poderia ter sim chamado a atenção de uns quatro ou cinco que faziam pose para chutar a gol, isso ele poderia. O ataque do Palmeiras queria fazer gol bonito, com dribles ou por cobertura – no caso de Valdivia. Todos abusaram do direito de enfeitar e errar. Por isso que acho que ninguém deu a mínima para o Audax, achando que poderia ganhar a qualquer momento, o que não aconteceu.

Contra o Corinthians, no próximo fim de semana, o Palmeiras vai precisar de muito mais para ganhar do rival. Terá uma semana para isso. Tomara que a lição diante do Audax tenha servido para alguma coisa.

[poll id=”103″]

Tudo o que sabemos sobre:

palmeiras

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.