O Palmeiras começa a ter um time mais técnico. Então, o presidente não está errado

Robson Morelli

02 de agosto de 2013 | 12h29

O presidente falou sério: esse Palmeiras da Série B, que passará pela Copa do Brasil ainda nesta temporada, vai ser a base do time no ano do seu centenário, em 2014, quando Paulo Nobre também espera que o clube esteja de volta à Série A do Brasileiro. Fosse há quatro ou cinco semanas, eu até que estaria torcendo o nariz, como a maioria do próprio torcedor palmeirense também fizesse. Ocorre que de umas rodadas para cá, com a chegada e estreia de alguns jogadores, como Allan Kardec e Mendieta, e a situação estável de Valdivia (o torcedor deve sempre bater na madeira), o Palmeiras faz boas partidas, soma pontos e ganha confiança. Sofre um pouco no começa delas, é verdade, como foi diante do Icasa, mas depois engrena e vai embora, como também aconteceu no mesmo jogo: goleada por 4 a 0.

Nem tanto pelas vitórias, porque entendo que o nível técnico da Série B é de doer, mas muito mais pela forma com que o Palmeiras está jogando, não acho que Paulo Nobre esteja errado. Ele ainda disse aqui na redação do Estadão que pretende sim fazer alguns enxertos no elenco. Enxertos e não inchaços. Então, o time pode melhorar até janeiro. Com um meio de campo que funcione ofensivamente, e com Valdivia atendendo a todos os pedidos do treinador, inclusive o de se cuidar fora de campo, o Palmeiras pode sim dar frutos. É claro que é muito cedo ainda para tais conclusões e tem muita água para rolar debaixo dessa ponte. Mas também pelo pouco que vi de Mendieta, que também quase não estreou no time, o gringo leva jeito. Mostrou bom domínio de bola e alguma personalidade na frente dos marcadores.

Para completar esse trio, Gilson Kleina aposta muito em Alan Kardec, atacante novo, mas muito bom, principalmente nas bolas paradas. Na defesa, Henrique, que não deve mesmo deixar o clube apesar do interesse de alguns clubes na Espanha, engrossa o caldo para a Série A. Só aí já são quatro bons jogadores que estão no elenco. Prontos. Há outros que podem melhorar até o fim do ano ou ao menos ganhar mais experiência, e aqueles que o presidente prometeu comprar dentro das condições financeiras do Palmeiras, que não são das melhores. O Palmeiras trabalha com 25% de suas receitas, porque o restante já foi comprometido com a administração anterior. Não é fácil.

Paulo Nobre pescou a palavra ‘pontuais’ para se referir a possíveis novos reforços. Entendo, nesse momento, no time que vejo jogar, que as laterais são dois setores pontuais. Um teste para saber se esse Palmeiras passa vai ser sua participação na Copa do Brasil, contra equipes teoricamente mais fortes porque se prepararam para disputar a divisão principal do futebol nacional, e não a Série B, como fez o Palmeiras.

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