O Palmeiras, quem diria, fazendo gordurinhas

Robson Morelli

28 de janeiro de 2011 | 18h00

O palmeirense anda sorrindo à toa. Nem o mais otimista torcedor apostava que o time pudesse ter um começo de temporada tão razoável. Foram três vitórias seguidas nas últimas três partidas. Topo da tabela. Alguns gols bonitos de jogadas bem trabalhadas pelas laterais. É claro que ainda é cedo para tanta alegria. O time sofre para se ajeitar em campo. O fato de Felipão ter colocado três atacantes (Luan e Dinei), tirando Kléber do isolamento, tem funcionado. A defesa vai se virando como pode, com a boa novidade chamada Cicinho. Ótimo começo quando todos ainda estão de pernas duras. Mas o time não sobra como vejo sobrar o Santos, por exemplo. O engraçado é que as vitórias até têm sido por placares elásticos se comparadas aos resultados de 2010. Vai entender.

Esses pontos em começo da campeonato farão diferença mais pra frente, quando os times se nivelarem técnica e fisicamente. O Palmeiras ainda aguarda o retorno de Valdivia, que deixará o time ainda mais redondo, com certeza.

Boa também foi a volta de Marcos depois de cinco meses ausente. Marcão é uma figuraça, seu bom humor, quando está de bom humor, faz falta ao futebol brasileiro. E ainda está em forma, apesar, como ele mesmo diz, do joelhão baleado. Todos gostam de sua presença em campo. Conheci o Marcos quando eu era setorista do Palmeiras, quando o time fazia aquelas pré-temporadas em Serra Negra, Águas de Lindóia. Eram outros tempos. Os jogadores se aproximavam mais dos repórteres. Todos se chamavam pelo nome. E Marcos já era o mais querido. Sempre tratou todos bem, mesmo aqueles mais ácidos com suas atuações ruins.

Ele está em sua última temporada no futebol, já falou isso. Vai parar. E fará uma tremenda falta.

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