O palmeirense gostaria de ter o Valdivia de Chile 3 x 3 México. Ele jogou muito

O palmeirense gostaria de ter o Valdivia de Chile 3 x 3 México. Ele jogou muito

O problema do meia é a regularidade. Depois de atuar os 90 minutos na Copa América, bem, será que ele atuará a próxima partida? No Palmeiras essa dúvida era frequente

Robson Morelli

16 de junho de 2015 | 08h48

O palmeirense que acompanhou pela tevê nesta segunda-feira a partida do Chile com o México, empate de 3 a 3, na Copa América vai concordar comigo: Valdivia jogou muito, correu muito, brigou muito e foi nesse ritmo até o fim. Se ele jogasse dessa forma no Palmeiras pelo menos três partidas por mês, além de fazer seu salário por produtividade, também ficaria novamente de bem com a torcida. O Chile poderia ter ganho a partida com um gol do meia, que bateu firme de dentro da área, peito do pé, mas a bola foi caprichosamente para fora, lambendo a trave do goleiro mexicano. Que jogo! Seis gols e ótimas jogadas ofensivas sobretudo dos donos da casa.
ValdiviaReutersIvanAlvarado_570

Valdivia teve participação direta nessa boa apresentação do Chile. Se o presidente Paulo Paulo Nobre viu a partida, vai querer se sentar novamente com os representantes do chileno para tentar costurar um novo contrato, já que o atual termina em agosto. É provável que Valdivia nem volte mais da Copa América. Se o Chile for campeão, talvez o jogador também não queira mais atuar no Brasil. Em campo, Valdivia cabe em qualquer time. Pode ser que ele atue no México. Mas ainda não se sabe.

O problema do meia é sua regularidade, ou falta dela. No Palmeiras, como todos sabem, ele joga um jogo e fica três fora, demora para entrar em forma e para se recuperar fisicamente. Chego a pensar que ele não tem mais ânimo de atuar pelo time paulista. Dessa forma, é fim de linha. Mas se conseguir se comprometer três ou quatro jogos dos sete ou oito que um time tem normalmente por mês, já estaria de bom tamanho. É preferível ter um Valdivia bem em menor número de jogos, do que um substituto que só faz correr e marcar. Contra o Fluminense, e antes também, ficou provocado que o poder ofensivo é o maior problema desse Palmeiras. O time toca bem a bola, mas não consegue fazer nada diferente para furar o bloqueio rival. E vai perdendo ou empatando suas partidas. Vive de uma bola achada na frente.

Mas cá entre nós, Valdivia já teve todas as chances possíveis no Palmeiras. Por isso que ainda acho interessante salários por produtividade, como pretende Paulo Nobre. Produtividade não quer dizer o que o cara faz em campo, mas sua presença e disponibilidade para atuar. Esse é o problema de Valdivia. Ele nunca está inteiro.

 

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