O que significa para o Palmeiras renovar sua parceria com a Crefisa por mais 3 temporadas?

A proposta está na mesa para o próximo presidente assinar, seja ele quem for

Robson Morelli

18 de novembro de 2018 | 17h14

Conforme revelado pelos repórteres Ciro Campos e Glauco de Pierre no Estadão desta semana, o Palmeiras tem na mesa do presidente Maurício Galiotte uma proposta de renovação de contrato com a patrocinadora Crefisa por mais três anos. Basta assinar e continuar um trabalho que começou lá atrás, em 2015, quando o clube se juntou ao seu parceiro na tentativa de formar equipe vencedora e que brigue por títulos, como ocorreu mais claramente nesta temporada, quando o Palmeiras esteve perto de ganhar o Paulista (perdeu para o Corinthians) e brigou até a semifinal na Copa do Brasil e Libertadores, com partidas memoráveis diante de Cruzeiro e Boca Juniors.

Não existe contracheque para ganhar campeonatos, mas continuar forte e endinheirado ajuda o Palmeiras a disputar competições. O time está próximo de ganhar o Brasileirão, o que deve ocorrer na próxima rodada, contra o América-MG, ou na outra ainda. Tem de jogar, mas parece favas contadas. É claro que a revelação do acordo com a Crefisa faz parte de sua estratégia para ficar no cargo por mais três anos, mas Galiotte sabe a importância dessa dobradinha. Todo palmeirense sabe, sobretudo quando as partes começam a entender melhor qual é a posição de cada uma nesse negócio. O Palmeiras é maior do que tudo, dizem os palmeirenses. E deve ser mesmo. Tudo passa, menos o centenário clube.

Renovar com a parceira significa ter os melhores jogadores, senão todos, a maioria. Significa poder reforçar o elenco. Significa pagar em dia. Significa ter acesso aos melhores médicos e estrutura de treinamento. Significa independência de outras fontes de receita. Significa melhorias internas de estrutura. Significa ter um legado. Significa continuar disputando títulos. Significa sonhar.

Em campo, são poucas as garantias, claro. Mas ter melhor condição financeira do que os adversários é fundamental nos dias de hoje no futebol. A pressão diminuiu quando as conquistas chegam. Bom fosse se todos os times tivessem uma parceira forte para poder reforçar seus elencos e conseguir manter os jogadores no Brasil.

O Palmeiras, no entanto, não pode se tornar refém desta condição. É preciso guardar dinheiro para o futuro, não se endividar, planejar. Seria humilhante se a patrocinadora deixasse o clube, e um dia vai deixar, e o Palmeiras não tivesse condições de andar com as próprias pernas depois disso, como já aconteceu nos tempos da Parmalat. É claro que a Crefisa é importante para o Palmeiras, mas a patrocinadora tem de saber, muito claramente, que o Palmeiras é muito mais para ela.

 

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