O Santos na Libertadores, como na época de Pelé

Robson Morelli

19 de maio de 2011 | 15h25

O Santos está cada vez mais perto de ganhar a Libertadores, façanha conseguida somente nos tempos de Pelé. É o time do momento no Brasil. E praticamente time de um jogador só: Neymar. Ganso, que dividiria a responsabilidade com o garoto, teve uma série de lesões e também anda com a cabeça na Europa. Elano e companhia ajudam muito, mas não são de resolver. Jogam um arroz com feijao bem temperado. Elano ainda tem se destacado pelos gols e jogadas de bolas paradas. Muricy também ajeitou os compartimentos da equipe. Não há espaço sem ser preenchido em campo, principalmente na defesa, que já era boa, mas que vinha sofrendo gols. A dupla Dracena/Durval ganhou confiança.

Nem os gols que Zé Eduardo anda perdendo parecem faltar ao Santos. Pelo menos não até aqui. Neymar então resolve tudo sozinho. Faz gol, dá drible, sofre e bate pênalti. Contra o Once Caldas ele errou, mas disse que o time está voando. A confiança desse menino é enorme. Ele sabe exatamente o que pode fazer. Passa pelos marcadores como se estivesse com um carro novo cercado por ‘pois és’ incapazes de alcançá-lo.

Sofreu sim diante do Once Caldas quarta-feira, mas por estar com o elenco estourado. Joga quarta é já tem compromisso sábado no Brasileirão, que acertadamente verá um time misto contra o Inter. O Paulista já está no bolso e ficou para trás. A Libertadores está encaminhada. Aí o secador vai dizer que Muricy é meio pé frio nessa história de mata-mata. Digo que Muricy nunca esteve tão perto de se consagrar, se é que precisa disso ainda, como agora na Vila. E pode dar Santos e Peñarol, como em 1962. Seria lindo.

Veja então esse vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=0OT_DgpWV58

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