O São Paulo é elegante com seu ‘quarteto mágico’ formado por Kaká, Ganso, Pato e Kardec

O São Paulo é elegante com seu ‘quarteto mágico’ formado por Kaká, Ganso, Pato e Kardec

O elenco é capaz de levar o torcedor para o Morumbi em todas as partidas

Robson Morelli

10 Setembro 2014 | 13h24

FR64 SÃO PAULO SP - 26/08/2014 - ESPORTES  - TREINO DO SÃO PAULO - Fotos do treino do São Paulo Futebol Clube, que se prepara para o jogo de quinta-feira contra o Criciuma válido pela Copa SulAmericana.Na foto o jogador Alexandre Pato. FOTO: FELIPE RAU/ES

O São Paulo tem potencial para lotar o Morumbi em todas partidas do time em casa. O ‘quarteto mágico’ formado por Kaká, Ganso, Pato e Kardec é capaz de levar o torcedor ao estádio, até mesmo nos jogos das 22 horas. Digo isso por causa do horário das partidas na tevê aberta, que acho tarde demais, mas que também sei que a Globo, detentora dos direitos de transmissão, não vai mudar suaa grade porque o futebol é o terceiro produto mais importante da Casa, atrás do jornalismo e das novelas.

Há mais de 100 anos, a fórmula das grandes bilheterias é a mesma no futebol brasileiro, e com apenas dois ingredientes: bons jogadores e potencial para ganhar campeonatos. O São Paulo tem os dois. Admito que o torcedor também cobra condições mais confortáveis e entendo que isso deva fazer parte de sua lista de quesitos para ir aos estádios, mas confesso que se a equipe é boa, vale a pena ficar na Geral, em pé mesmo, para ver o time jogar. E isso vale não somente para o futebol, afinal, quem nunca se sentou no chão de um cinema para assistir um bom filme quando o horário da sessão vale a pena?

Ao quarteto, junta-se a boa fase de Denílson e Souza e o São Paulo tem um meio de campo pra frente bom de bola. É claro que os nomes por si só não fazem dos jogadores um bom time. E Kaká, Ganso, Pato e Kardec precisam tratar a bola com carinho e inteligência. Inegável que Kaká e Ganso dão o tom e a forma que essa equipe deve correr. E Pato e Kardec ficam com a artilharia pesada contra os goleiros. Os dois outros, Souza e Denílson, fazem o trabalho sujo, o da destruição das jogadas dos rivais, da roubada de bola, vez ou outra podem também aparecer para alguma graça, que não é a deles, mas que nada os impede que façam, nem Muricy.

Muricy tem papel fundamental nisso tudo. Suas ordens é que dão confiança ao quarteto. O único senão é que Muricy, que entende de futebol, joga para ganhar mesmo que isso sacrifique futebol mais bonito e vistoso. Não está errado porque no futebol, ou em qualaquer outra modalidade, o objetivo é vencer e conquistar. Mas bem que ele, que já tem muitos títulos na carreira, poderia dar uma canja ao futebol de mais graça. Como sei que Muricy também gosta de basquete, o que fazem os jogadores norte-americanos é um bom exemplo para o futebol: eficiência e objetividade.

Esse São Paulo tem condições de jogar bonito com objetividade. Precisa treinar e fazer o que o técnico tem feito: colocar esses jogadores em campo quantas vezes puder, mesmo que seja somente até o fim do ano, quando um dos K do quarteto, o de Kaká, vai embora para os Estados Unidos.