O São Paulo foi um time descontrolado. O Corinthians jogou para começar bem a Libertadores

Robson Morelli

13 de fevereiro de 2012 | 08h53

O São Paulo também foi um time perigoso como o Corinthians no clássico do Pacaembu. Não foi essa baba que todos estão dizendo. Criou boas chances de gols e obrigou Julio Cesar a fazer defesas importantes. O Corinthians mostrou-se mais arrumado, sabendo exatamente o que precisava fazer para ganhar o jogo. É um time entrosado e isso conta quando os elencos são parelhos.

Esperava mais de Lucas também. O garoto precisa justificar a fama que carrega. Jogou a maior parte do tempo lá na direita, escondidinho.

O defeito do São Paulo foi seu excesso de vontade, com faltas desleais e duras, sobretudo em Jorge Henrique. Ah, como apanhou esse Jorge Henrique. E, diga-se, apanhou calado, jogando futebol. Vá lá que fez suas graças, mas graça em futebol vale. O torcedor paga para ver isso também.

O São Paulo não precisava ter batido tanto. Batido duro. O time estava pilhado, parecendo que era jogo de vida ou morte. Não era. Jogador precisa pensar um pouco mais antes de entrar em campo. Tem de saber o que está em jogo. Leão também deve ter dado uma pilhada legal no time.

O fato é que o São Paulo estava descontrolado no começo da partida. E isso o prejudicou. Assim como a expulsão do zagueiro João Filipe, improvisado na lateral-direita. Ele tomou um baile. Todas as jogadas do Corinthians eram por aquele setor. E bateu até ser expulso.

Leão poderia sacá-lo. Preferiu deixá-lo em campo.

Jadson também teve sua chance de marcar no clássico e sentir o sabor da rivalidade. Chutou o pênalti para fora e lamentou. Falsr o quê? Treina mais.

A vitória de 1 a 0 do Corinthians deixou o time na cola do Palmeiras e pronto para começar bem a Libertadores. Esse era o grande objetivo desse clássico.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.