O torcedor precisa se educar. Qual é o propósito de quebrar cadeiras no estádio do vizinho?

Os clubes acabam, dessa forma, gastando mais do que necessariamente precisam

Robson Morelli

20 de fevereiro de 2015 | 11h53

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O torcedor de futebol é um sujeito esquisito. Ele acha que pode fazer tudo quando está num estádio, de xingar o árbitro, passando por ofensas aos adversários até quebrar cadeiras nos campos dos vizinhos, a mais nova onda das arquibancadas. Virou moda destruir o estádio do outro. Ora, não dá para entender que estádios limpos e sem problemas, com conforto para todos, é tudo o que sempre desejamos no futebol brasileiro?

Agora que temos isso, começam a estragar. Foi isso o que ocorreu no Itaquerão, na parte destinada a torcedores do São Paulo no confronto de quarta-feira, pela Libertadores. Um troco do que corintianos já fizeram no Morumbi, e provavelmente de corintianos e são-paulinos dentro do estádio do Palmeiras. Se anão ainda, em breve.

Será que os comandantes dessas organizadas não entendem que eles próprios serão prejudicados ao longo da temporada, que a bronca poderá se tornar rixa e briga e confusão e morte, que seus próprios clubes podem ser acionados para pagar o prejuízo, que se isso continuar, em poucos anos, as novas arenas cairão em ruínas feito um carro velho que não sai da oficina?

Qual é o propósito de quebrar cadeiras ou destruir banheiros ou o que for dentro do estádio do outro? Isso é burrice, para dizer o menos. E isso acaba gerando custos para todos os clubes, dinheiro que poderia ser investido em contratações ou salários de jogadores. Porque além dos gastos das reformas após os jogos, os donos dos estádios têm de contratar seguranças privados também. Já passou da hora de reeducar essa gente.

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