O Palmeiras começa a se acertar e a fazer as pazes com a sorte

Robson Morelli

24 de fevereiro de 2013 | 18h27

Esse Palmeiras tem basicamente uma semana de vida. Tanto tem que o autor do gol na vitória de 1 a0 sobre o Barbarense nesse domingo, no Pacaembu, foi de um estreante: Leandro, envolvido na negociação de Barcos com o Grêmio. Então, ainda não se pode cobrar nada dessa equipe a não ser a vontade de ganhar, a disposição de correr e a garra de lutar até o fim, pressupostos básicos de quem veste a camisa do clube.

O jogo no Pacaembu também serviu para marcar a volta de um importante componente dessa tentativa de resgatar o Palmeiras: a torcida. Com preços mais em conta, de R$ 40 para R$ 30 o ingresso, o torcedor apareceu e encheu o estádio, com 20 mil pessoas. Isso é bom para o time. Sentir de volta a confiança do torcedor é algo importante para esses atletas que ainda não têm suas fisionomias reconhecidas pela arquibancada. Essa união time-torcida é fundamental ainda para o trabalho de Gilson Kleina. O técnico achou uma forma de fazer o time jogar, com dois zagueiros e um terceiro, Vilson, de volante à frente da zaga, e dois jogadores de marcação, Márcio Araújo e Souza, que sabem atuar com a bola nos pés. De modo que a formação também dá liberdade para Wesley e para os atacantes Patrick Vieira e Vinicius.

Não é uma formação dos sonhos, mas é o que o Palmeiras tem a oferecer ao torcedor nesse momento. E está dando certo. O time ganhou a primeira partida na fase de grupo da Libertadores e vai se colocando no pelotão de elite do Paulistão. Para quem terminou o ano no fundo do poço, há muito mais que uma luz no fim do túnel.

A sorte também parece ter feito as pazes com o Palmeiras. Fosse de outra forma, dificilmente o time teria passado pelo fraco Barbarense. As bolas espirradas na área de Fernando Prass, em meses atrás, teriam morrido dentro do gol. A expulsão de Marcelo Oliveira no segundo tempo também teria deixado o elenco cabisbaixo e sem forças para reagir. As tentativas em vão de gol durante praticamente os 90 minutos poderiam ainda deixar os jogadores desanimados. Isso mudou.

Quem também deu o ar da graça foi Valdivia, que entrou no começo do segundo tempo no lugar de Wesley. O interessante foi ver o meia correr para recompor o meio de campo, tarefa que nunca foi muito a dele. Valdivia jogou bem, mas é reserva e reserva deve continuar sendo até mostrar uma sequência de boas apresentações e mais envolvimento com a camisa do clube. Hoje, Wesley é titular.

Por fim, Kleina e a diretoria do Palmeiras precisam arrumar com urgência um atacante de área, aquele jogador que sabe empurrar a bola para dentro das redes. Talvez Leandro seja esse cara. Patrick e Vinícius, os outros atacantes do time, são jogadores que atuam pelas beiradas do campo, um na direita e o outro na esquerda. Falta um centroavante. No banco, sendo preparado também, há o garoto Kleber.

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