Organização da Conmebol falha no Maracanã e torcedor do Palmeiras abusa da festa na pandemia

Organização da Conmebol falha no Maracanã e torcedor do Palmeiras abusa da festa na pandemia

Aglomeração de pessoas no jogo de sábado e na comemoração da conquista da Libertadores vai na contramão da luta contra a covid-19

Robson Morelli

01 de fevereiro de 2021 | 09h18

Duas falhas e dois puxões de orelha na final da Libertadores da América. A Conmebol fracassou ao reunir cerca de 5 mil convidados no mesmo setor do Maracanã para acompanhar a partida entre Palmeiras e Santos. Eram parentes dos jogadores e torcedores convidados pelos clubes, entidades e patrocinadores. Todos tinham de apresentar exames contra a covid-19, assim como os jornalistas credenciados para a cobertura. Mesmo assim, poderia ter sido mais inteligente a distribuição dos torcedores no estádio. A aglomeração existiu. Não deveria, principalmente quando o Brasil sofre com a doença.

Foto: Paulo Lopes / ESTADÃO CONTEÚDO

A segunda bronca, é minha função condenar, foi a festa dos palmeirense na Academia, na Rua Palestra Itália, em frente ao estádio no bairro da Pompeia, e também no aeroporto. Tudo errado. Todos sem máscara. Todos dando de ombro para a pandemia, com se a vida fosse menos importante do que a necessidade de comemorar. Não é. Parabenizo os que festaram a conquista história do Palmeiras dentro de casa, como amigos pelo WhatsApp, numa ligação para o pai ou padrinho, irmão. Esses respeitam a vida e a vida dos que os cercam. Médicos ouvidos relatam que o número de mortos e contaminados no Brasil estourou em janeiro por causa das festas de fim de ano.

Os palmeirenses abusaram. Ninguém na cidade tomou medidas contrárias a tal aglomeração.

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