Os bastidores da provável saída de Cueva do São Paulo

O clube renovou o contrato do jogador peruano até junho de 2021 e não abre mão de fazer dinheiro com o meia

Robson Morelli

24 Janeiro 2018 | 13h13

Cueva não tem mais clima para permanecer no São Paulo. Seu relacionamento com a diretoria azedou de vez com sua recusa de enfrentar o Mirassol pelo Campeonato Paulista. Já era ruim pelo atraso na apresentação em 2018, e mais ainda porque os cardeais que mandam no Morumbi já tinham descoberto como o meia é um “cabeça fraca”, nas palavras literais do presidente Leco. Também não é bom o ambiente do meia peruano com seus colegas de elenco. Poucos vão admitir isso, mas o grupo são-paulino, que sofreu muito na temporada passada, não aceita mais comportamentos como os de Cueva, sem comprometimento e indiferente com o futuro do time.

Para a maioria dos jogadores e da comissão técnica, Cueva é daqueles atletas que só pensam nele. É cada vez mais clara a ideia para os cartolas de que o peruano está de passagem pelo Brasil. Não é aqui que ele quer ficar.

Faz tempo que o São Paulo descobriu essa faceta do seu camisa 10. Mas teve de aceitar porque o time passou por maus bocados em 2017 e precisava do meia para escapar do rebaixamento. Havia poucos jogadores seguros no elenco e Cueva podia ajudar. O São Paulo se salvou e agora começa do zero. Não vai aceitar ser refém de seus jogadores, seja quem for. Cueva cava sua cova no Morumbi, cedo e longe de ser lembrado na história do clube. Cueva não é ninguém. Os são-paulinos vão esquecê-lo. O meia não se deu conta disso. Não fez nada pelo clube, além de alguns gols importantes. É pouco.

Membros da diretoria do São Paulo, de primeiro escalação, já me disseram que Cueva “é bom jogador, mas tem a cabeça fraca”. Que não ficaria no clube por muito tempo. Ele só não foi vendido no ano passado pelos motivos que expliquei acima. O São Paulo estava na defensiva, ameaçado, não podia abrir mão de seus principais jogadores.

Cueva não é demitido hoje porque o São Paulo não abre mão de fazer dinheiro com ele. Não abre mão nem vai aceitar ofertas baixas. Cueva terá de aceitar isso, mesmo se tiver de ficar encostado no CT. Para ele, é melhor engolir o sapo e pedir para seus agentes encontrar um clube que pague ao menos 30 milhões de euros, quase R$ 100 milhões ao São Paulo. Outro tipo de negociação não está descartada. O fato é que muita gente no Morumbi torce o nariz pelo peruano.

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