Os clubes brasileiros voltam a apostar nas bilheterias: jogo do Galo arrecada R$ 14 milhões

Robson Morelli

25 de julho de 2013 | 18h31

As bilheterias andaram, por algum tempo, fora do orçamento dos clubes de futebol. Ninguém apostava que o dinheiro pudesse vir da boca do guichê. Isso mudou depois que os time começaram a se organizar melhor e a vislumbrar novamente no torcedor uma fonte de renda inesgotável. O Corinthians fez isso muito bem depois que caiu para a Segunda Divisão e começou a vender a imagem de que ‘juntos’ (torcida e elenco) poderiam dar a volta por cima. Resultado: todo jogo do Corinthians tem casa cheia e rendas gordas.

O Atlético-MG lavou a alma também nesta decisão da Libertadores com o Olimpia. Com ingressos mais caros que o normal pela importância da competição, a renda no Mineirão registrou recorde: R$ 14 milhões. Esse dinheiro de ingresso começa a fazer peso para alguns times nas temporadas. Veja as maiores rendas deste ano:

1) Atlético-MG 2 x 0 Olímpia – Mineirão –  R$ 14.176.146
2) Brasil 2 x 2 Inglaterra – Maracanã –  R$ 8.630.430
3) Santos 0 x 0 Flamengo – Mané Garrincha – R$ 6.948.710
4) Brasil 3 x 0 França – Arena Grêmio –  R$ 6.833.515

Essas rendas polpudas também são as maiores do futebol brasileiro. Isso tem muito a ver com as novas instalações nos estádios. Com as novas arenas erguidas para a Copa do Mundo, seis delas usadas e mostradas e avaliadas durante a Copa das Confederações, o torcedor descobriu e colocou em sua agenda a opção de se divertir com a família numa partida de futebol. Os assentos numerados ajudam muito nessa nova postura. É claro que valores altos nos ingressos tira o torcedor menos privilegiado financeiramente dos estádios, principalmente aqueles que sempre estiveram com o seu time. Desse modo, é preciso encontrar um meio termo, uma medida que não exclua que não pode pagar preços altos, uma vez que o fiutebol é e deve continuar sendo um esporte popular.

Tenho a sensação também que o futebol, por causa da Copa do Mundo, está sendo revisto por muita gente que já gostava da modalidade, mas que havia deixado de frequentar os estádios por outros motivos, como bagunça e brigas das torcidas uniformizadas, que felizmente deram uma trégua dentro dos campos. Essa combinação ainda tem muito para melhorar, e pode ajudar ainda mais na conta bancária dos clubes. Há uma lista de atrativos: ingressos sendo vendidos com antecedência, facilidades para os sócios-torcedores, mais conforto e comodidade para o público.  Ainda não entramos nas fazses dos carnês anuais, dos restaurantes dentro dos estádios, dos estacionamentos bem localizados…

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