Os clubes, de modo geral, continuam passando o pires, com atrasos de salários e dívidas cada vez maiores

O exemplo do Botafogo é o pior de todos, com jogadores sem receber e sendo mandados embora do clube

Robson Morelli

17 de outubro de 2014 | 18h58

O futebol brasileiro começou esta temporada com tanto barulho em nome de uma reformulação geral no comportamento dos dirigentes, com jogadores ameaçando parar os campeonatos, e com os membros do Bom Senso FC entrando de carrinho em cima das más gestões das instituições,  CBF e clubes, sobretudo. A lei da responsabilidade tinha de sair do papel. Jogadores cruzaram os braços e se sentaram no gramado.

O mesmo futebol brasileiro chega ao fim do ano, e de suas atividades, pior do que começou, com boa parte dos clubes atrasando salários, com contas pendentes e dívidas cada vez maiores. O caso do Botafogo é o pior de todos, com afastamento de jogadores, saldos devedores e sem perspectivas de melhora. Mas não é o único.

O fato é que de prático, prático mesmo, pouca coisa foi feita para melhorar as finanças do futebol de modo geral, e dos clubes em particular. Exceto pelo ganho das federações, como CBF,  a maioria dos times da primeira divisão está passando o pires. Um ou outro consegue se organizar de modo a não atrasar suas folhas de pagamento nem seus compromissos financeiros. Como a venda para o exterior tem sido cada ano mais fraca, o futebol precisa de mecanismos mais regulares para se administrar e gerir seu dinheiro. Isso só nos faz pensar que 2015 será pior do que está sendo 2014.

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