Os jogadores do Palmeiras tremeram diante de um rival do mesmo tamanho

Robson Morelli

17 de fevereiro de 2014 | 12h48

O ‘primeiro’ teste do Palmeiras diante de um time do seu tamanho, ou do tamanho de sua história, não foi lá grandes coisas. Quem conhece o que significa um Corinthians e Palmeiras, um Palmeiras e Corinthians, sabe quanto vale esse confronto. Tudo bem que o Palmeiras já havia vencido o São Paulo por 2 a 0, mas esse é outro tipo de jogo. Após os 90 minutos  da partida do Pacaembu, o empate de 1 a 1 até que ficou de bom tamanho para o time de Gilson Kleina. O Palmeiras escapou de um surra graças às defesas de Fernando Prass e da má pontaria de Romarinho, mas sobretudo de Guerrero. Então, Mano Menezes tem razão ao dizer que o Corinthians deveria ter vencido.

Digo que o teste foi ruim para o Palmeiras não por isso só, mas porque percebi em seus jogadores boa dose de nervosismo, ansiedade e até medo de perder o jogo. Uma vez Luxemburgo disse, em suas frases de efeito, que ‘o medo de perder tira a vontade de ganhar’ de um time. Foi mais ou menos isso que vi no Palmeiras diante do mandante Corinthians.

O fato de o Palmeiras ser hoje um time mais arrumado que o Corinthians, em melhor fase e colocação n0 Paulistão, não fez diferença. Mas em clássicos dessa natureza, isso é normal. Ocorre que os jogadores do Palmeiras pareciam tímidos demais diante do rival. Exceto por um ou outro, essa foi a impressão que o elenco me passou.

Tamanha ansiedade, e medo de errar, só nos faz pensar que o Palmeiras talvez não esteja pronto para encarar a maratona de jogos contra adversários mais confiantes e alguns com melhor elenco. Esse é o ponto. Esses jogadores disputaram a Série B no ano passado, mas precisam ganhar confiança para jogar bem e com qualidade no ano do centenário do clube. O Brasileirão vem aí. Quando a torcida cobra por reforços de peso é isso que ela teme: que esse elenco se curve diante de rivais mais tarimbados.

O bom para Gilson Kleina é que o Palmeiras não perdeu o jogo. Então, o treinador poderá rever alguns conceitos e passar mais tranquilidade para seus jogadores imediatamente. É preciso tirar lições dessa partida e do comportamento de alguns atletas. Marcelo Oliveira, por exemplo, errou muitos passes. Isso é característico de quem não joga com segurança e confiança diante de times grandes.

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