Os orçamentos não colaram. É preciso rever os preços. Pegou mal

Robson Morelli

27 de maio de 2011 | 11h14

Um dos fato de o Itaquerão não ter saído do papel ainda é o superfaturamento por parte de quem toca o projeto da obra. Com o envolvimento do governo e do BNDES, pensou-se que se poderia pedir qualquer valor para erguer um estádio que ele seria aprovado. É a lei do levar vantagem em tudo. Todo mundo sabe que o valor do orçamento de uma obra, seja ela qual for, tem de 20% a 30% acrescido no decorrer da construção. Pode ser de um estádio ou de um puxadinho. É batata. E se para o Itaquerão foi pedido R$ 1 bilhão, no fim da obra o estádio fatalmente chegaria a R$ 1,3 bilhão. Uma afronta.

Há uma informação em off de alguns engenheiros que uma obra é orçada pensando em lucrar 100% do seu valor real. Ou seja, se um estádio tem projeto na casa do R$ 1 bilhão é porque, na vida real, ele poderia ser levantado por R$ 500 milhões, metade do preço. O Corinthians acredita que pode fazer o mesmo projeto dado a ele pela Odebrecht por um valor mais perto da realidade, mais perto dos R$ 500 milhões.

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