Há uma sensação incômoda com tantas contratações no Palmeiras

O problema é que a cada derrota a diretoria vai para o mercado contratar reforços, que nem sempre são reforços de verdade

Robson Morelli

15 de junho de 2017 | 21h43

Há uma sensação de incômodo em parte da torcida do Palmeiras. E esse sentimento tem a ver, quem diria, com o fato de o clube, e sua patrocinadora, contratar reforços a cada derrota do time. Claro que há um exagero nisso, mas também um quê de verdade. O reforço da vez é o volante Bruno Henrique, que estava no Palermo, da Itália – o clube foi rebaixado, o que seria um sinal de que o elenco, incluindo o reforço palmeirense, não foi lá essas coisas no Campeonato Italiano. Mas pode ser que também não seja bem dessa maneira.

Ocorre que o Palmeiras versão 2017 era para ser um modelo atualizado da versão 2016. Portanto, melhor do que o time que ganhou o Campeonato Brasileiro passado. Não é. O Palmeiras 2017 ainda não engrenou e, de acordo com o técnico Cuca (o melhor para o cargo no meu modo de ver), deve melhorar um dia. Se não foi com essas exatas palavras, foi isso o que o treinador quis dizer. Uma hora ou outra, o time vai acertar.

Quem, como eu, já acompanhou uma série de montagens de equipes em começo de temporada, já percebeu que esse Palmeiras tem tudo para não dar certo. Em junho, depois de sete rodadas do Brasileirão, não se vê nesse Palmeiras sob o comando de Cuca um time que dará bons frutos. Posso queimar a língua, e tomara que queime, porque o Palmeiras ainda tem a Copa do Brasil e a Libertadores para disputar, e seria muito legal se um clube brasileiro voltasse a ganhar a América, para disputar depois, quem sabe, o título do Mundial de Clubes da Fifa com o poderoso Real Madrid. O Palmeiras está na briga porque disputa as oitavas da competição.

Então, esse “um dia o time vai melhorar” de Cuca tem de acontecer rápido. Quando as coisas não engrenam como a gente deseja, o melhor a se fazer é apostar numa formação e treiná-la, de modo a conseguir os objetivos com mais simplicidade. O elenco do Palmeiras é muito forte, e talvez por isso, todos se achem no direito de jogar, e aí o vestiário ferve. É preciso ter mais clareza de Cuca para montar o time. O torcedor sabe que ele está testando e conhecendo seus caras, mas o tempo corre. E ele precisa correr com o tempo. Então, se pudesse dar um conselho, seria o de montar uma equipe ‘arroz com feijão’ e apostar nela, mesmo que para isso ele tenha de enfrentar caras feias no vestiário. Se ganhar uma dessas competição, sobretudo a Libertadores, certamente essas caras feias vão se dissipar no ar.

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