Palmeiras antecipa etapas na demissão de Luxemburgo e na negociação com Miguel Ramírez

Palmeiras antecipa etapas na demissão de Luxemburgo e na negociação com Miguel Ramírez

Da contratação não realizada, deve sobrar para o diretor de futebol Anderson Barros, que tinha a missão de acertar com o técnico

Robson Morelli

21 de outubro de 2020 | 16h07

A escolha de um treinador deve ser mas bem tratada pelos clubes brasileiros. O Palmeiras avançou sinais em relação à troca de Luxemburgo por Miguel Ángel Ramírez. Neste momento, não tem nem um nem outro. Disputa a Libertadores, a Copa do Brasil e o Campeonato Brasileiro. Estacionou no Nacional com 22 pontos. Faz quatro jogos que não ganha. É preciso amadurecer também nesse sentido. Não deu certo com o treinador espanhol, apesar de a diretoria ter apostado todas as suas fichas na negociação. O projeto foi apresentado, o dinheiro foi oferecido, houve sintonia, mas havia um trabalho em andamento e Ramírez disse que aceitaria desde que terminasse seu trabalho com o Independiente del Valle. O Palmeiras não previu isso.
Na foto da AG. Palmeiras, presidente Maurício Galiotte e diretor Anderson Barros.

O clube demitiu Luxemburgo antes de ter fechado com Ramírez. Poderia ter segurado o treinador brasileiro enquanto negociava com o espanhol. Teria mais tempo para ouvir suas necessidades e interesses. Seus prazos. Desta forma, não deixaria a equipe sem comando, como ela está agora. Um time como o Palmeiras não pode ficar sem treinador ou com a ajuda e boa vontade do interino.

O Palmeiras tinha sinais positivos para o acerto no Equador. Fez suas ofertas e uma delas foi recusada, a de começar imediatamente. Poderia ter evitado a viagem para o país vizinho e a vergonha de voltar sem nada. Isso pega mal para um negociador. Deve aprender com os erros. Fez muito barulho para acalmar a torcida e o efeito foi o inverso. Tem de saber que numa negociação aberta e sem cartas marcadas, a recusa é uma opção, como ocorreu por ora. Existe a possibilidade de nova bateria de negociação, embora Ramírez teria falado que só viria em janeiro. É muito tempo. O Palmeiras não vai esperar.

O diretor Anderson Barros vai sofrer pressão por isso. A recusa de Ramírez vai pesar em seus ombros. Há conselheiros que não aprovam o seu trabalho. Essa tentativa frustrada vai potencializar a desconfiança. Numa negociação, existe ainda a retomada das partes. E isso não estaria totalmente descartado pelo Palmeiras. Caso não aconteça, o clube precisa encontrar logo outra alternativa. É nessa hora que os times fazem besteiras. Escolhem mal. Contratam os que estão no mercado, somente para dar outra resposta à torcida. Geralmente erram. A saída para o Palmeiras é acertar com um treinador melhor e de maior peso do que é Ramírez. Gallardo, do River Plate, seria um. O problema é que agora o clube corre contra o tempo. Precisa ganhar seus jogos, uma vez que os campeonatos não param, e achar um novo treinador, competente, dentro de suas condições.

O Palmeiras estaria disposto a pagar US$ 100 mil por mês a Ramírez. Isso dá R$ 500 mil. É um ótimo salário.

Tudo o que sabemos sobre:

futebolpalmeirasMiguel Angel Ramirez

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.