Palmeiras paga por sua falta de competência e faz clássico com o Santos, de Neymar

Robson Morelli

21 de abril de 2013 | 20h25

Se tivesse batido o Ituano, que estava com a corda no pescoço, o Palmeiras teria mudado seu caminho nas quartas de final do Paulistão. Muricy que é Muricy e que tem Neymar no elenco não queria encarar nenhum dos grandes de São Paulo. Imagine então como deve estar o recém-promovido a equipes grandes, Gilson Kleina? Era muito mais fácil ele ter preparado o time para ganhar do Ituano do que ter agora de trabalhar para bater o Santos. É claro que treinador não entra em campo e que continuo defendendo a participação do técnico em apenas 20% do resultado de uma partida, para o bem ou para o mal. Mais que isso, só jogando. Mas Kleina poderia ter feito mais…

A fragilidade do Palmeiras, que até tinha se acertado antes das últimas rodadas, voltou à tona. O pequeno crédito que o time tinha com a torcida acabou neste domingo, tanto no Paulistão quanto na Libertadores. Porque agora o Palmeiras terá de ganhar para continuar vivo na competição. Ou ganha ou se manda. Ou ganha ou começa a se preparar para a Série B do Brasileiro. Chegar em fases avançadas dos torneios que disputa ajudaria Kleina a passar tranquilidade ao elenco. Assim como qualquer eliminação precoce, como seria natural diante do Santos, de Neymar, deixaria o grupo com a pulga atrás da orelha. Temos time para a Segundona ou não? É a mesma pergunta que o torcedor se faz.

De todos os confrontos das quartas do Paulistão, Palmeiras e Santos é o único clássico.

Veja os outros jogos:

São Paulo x Penapolense
Ponte Preta x Corinthians
Mogi Mirim x Botafogo

Um segundo senão que serve de alerta aos corintianos. A mesma Ponte Preta eliminou o Corinthians no Estadual passado. O time de Campinas é entrosado e fez uma campanha muito regular neste começo de Paulistão. É claro que não tem, no papel, condições técnicas de encarar o Corinthians de igual para igual. Mas só no papel. Dentro de campo, vejo pequeno, mas pequeno mesmo, favoritismo para o time de Tite. E ainda apostaria em São Paulo e Mogi Mirim.

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