Palmeiras precisa ter melhores adversários em 2019 no Brasileirão

Palmeiras precisa ter melhores adversários em 2019 no Brasileirão

Grêmio e Cruzeiro poderiam ter dificultado a vida do decacampeão

Robson Morelli

27 de novembro de 2018 | 11h15

A campanha do Palmeiras no Campeonato Brasileiro de 2018 foi boa, mas ela tem muito a ver também com a fragilidade dos rivais. Depois que Felipão chegou ao clube, o time não perdeu mais. Foram 22 rodadas sem sentir o gosto amargo de um tropeço. Pode chegar em 23 no domingo, no encerramento da temporada diante do Vitória. Foi mais de um turno inteiro sem perder. Isso diz respeito à qualidade e falta dela de alguns adversários, ora por terem elencos mais fracos e contados, ora por estarem envolvidos e com a cabeça em outras competições.

Grêmio e Cruzeiro são dois exemplos disso. O time gaúcho apostou tudo na Libertadores, como havia feito no ano anterior. E esteve perto de chegar à final não fosse a bobeada contra o River Plate em casa, depois de ganhar na Argentina por 1  a 0. Para isso, teve de abrir mão do Brasileirão, tratou o torneio com desdém, com o time reserva, numa comunhão entre comissão técnica, jogadores e dirigentes. Eliminado da Libertadores, não teve tempo de recuperação no Nacional. Ainda briga pela quarta posição, o que pode lhe valer vaga para a Libertadores de 2019.

Isso só prova a qualidade do elenco gremista e a competência de Renato Gaúcho.

Da mesma forma, o Cruzeiro apostou na Copa do Brasil. E ganhou. Jogou o Brasileirão como pôde. E não fez questão de se esforçar mais por ele. Já tinha uma taça nas mãos, já tinha um prêmio de R$ 50 milhões no bolso, já tinha uma vaga assegurada para a Libertadores do próximo ano.

São dois times que poderiam dar mais trabalho ao Palmeiras. Flamengo, Inter e São Paulo tentaram, mas não conseguiram. Inter e São Paulo têm elencos limitados em quantidade de jogadores. Quando perdem um ou outro por suspensão ou contusão, não encontram reposições à altura. O Fla se enrolou em suas próprias confusões. Como sempre. Demorou para trocar de técnico. O elenco não respondia com Barbieri e ainda teve o problema com seu goleiro Diego Alves.

Caso esses rivais mantenham a pegada e repensem a importância do Brasileirão em 2019, todos poderão fazer mais frente ao Palmeiras, dificultar a vida do time de Felipão, impor um bom teste ao decacampeão. E seria um bom teste mesmo. A caminhada não teria sido tão livre como foi, sobretudo no segundo tempo. Se isso ocorrer, o futebol e a competição vão ser melhores.

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