Palmeiras vence o Ceará e tem fim de semana de paz

Robson Morelli

23 de setembro de 2011 | 09h02

O Palmeiras conseguiu finalmente somar três pontos numa partida. Placar magro diante do Ceará, mas suficiente para levar um pouco de paz ao elenco de Felipão.  Foi a primeira vitória do time no segundo turno do Campeonato Brasileiro. Fazia cinco rodadas que não vencia. Bom, mas muda pouco. Em campo, a equipe continua desarrumada, de pouca inspiração mesmo diante de um rival mais fraco.

Nos bastidores, tudo como dantes. Brigas, intrigas, falsidades. Não acredito no aperto de mão entre Felipão e o vice-presidente Roberto Frizzo. Um quer fritar o outro. E vão se aturando até que o presidente Arnaldo Tirone tome partido, o que não deve mais acontecer. No programa Cartão Verde, da TV Cultura, desta semana, alías, Tirone disse que a dívida do Palmeiras é de R$ 170 milhões. Ou eu ouvi mal ou ele falou isso mesmo. Já somados os R$ 20 milhões da quitação da compra de Valdivia, que nem joga tanto mais pelo time. Vive machucado e servindo a seleção do Chile. O problema é que ele vai para o Chile e volta pior.

O Palmeiras anda tão em baixa que nenhum jogador do grupo foi chamado pelo técnico Mano Menezes para servir a seleção brasileira contra a Argentina no Superclássico das Américas. Como não é data Fifa, Mano se valeu apenas dos atletas que atuam no País. E a surpresa (para mim não) é que não houve um nome sequer do Palmeiras na convocação. Uma vergonha para esse elenco e também para a torcida.

Kleber, que também deve futebol nesse segundo turno, prefere ver a situação de forma mais positiva.

“O torcedor do Palmeiras tem de entender que a nossa situação é difícil, mas que ainda estamos na briga. Estamos a sete pontos do São Paulo e a dois do grupo da Libertadores.”

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