Palmeiras volta a ser grande mesmo sem ganhar nada ainda

Palmeiras volta a ser grande mesmo sem ganhar nada ainda

Eliminar o Corinthians dentro do Itaquerão, após empate e vitória nos pênaltis, é façanha inédita nesta temporada

Robson Morelli

19 de abril de 2015 | 20h22

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Derrotar o Corinthians dentro do Itaquerão faz do Palmeiras novamente um time grande do futebol nacional. Digo grande diante de seus adversários, e isso nada tem a ver com a tradição do clube, essa nunca perdida nem mesmo quando figurava na Segundona. O Corinthians montou sua fortaleza em Itaquera, e ninguém até agora conseguia transpor suas muralhas e levar para casa uma vitória de lá. Não podia. O Palmeiras mudou essa história e provou que é possível. Empatou por 2 a 2 no tempo normal e ganhou de 6 a 5.

E como todo bom jogo tem seus heróis e vilões, o torcedor dos dois lados já tem na ponta da língua seus escolhidos. O vilão por Petros, que errou a última cobrança de pênalti feito Marcelinho Carioca em 2.000. Mas nas redes sociais, muitos corintianos condenaram também a atuação de Love, apagada e sem graça. Nem mesmo os 39 mil torcedores foram suficientes para motivá-lo. O herói, entre os autores dos gols, Vitor Ramos e Rafael Marques, e jogadores que brigaram e ajudaram o Palmeiras até o fim, não dá para ser outro que não Fernando Prass. Não é fácil pegar dois pênaltis numa decisão desse tamanho. E Prass, lembrando São Marcos, pegou. Pegou os chutes de Elias e Petros.

O Palmeiras jogou mais antes do primeiro gol e durante toda a segunda etapa. Foi dono de si e da cena, com a bola nos pés e boas chances de ampliar, como a bola de Dudu na trave. O único senão foi a saída ‘suja’ de Valdivia, recusando-se a abraças o técnico Oswaldo de Oliveira, que gritou e lhe estendeu a mão, ato ignorado pelo chileno. Destoou do que foi o Palmeiras no Itaquerão.

Por fim, ressalto a coragem de Oswaldo de Oliveira em colocar o Palmeiras em cima do Corinthians, em fazer alterações ousadas, inteligentes e ofensivas, sabendo que a derrota seria sua última no Paulistão.

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