Para fazer dinheiro, São Paulo aceita vender para a Europa Liziero e Igor Gomes

Para fazer dinheiro, São Paulo aceita vender para a Europa Liziero e Igor Gomes

Time vai ficar mais fraco, mas negociação é a única chance de o clube conseguir verba para pagar suas contas nesta temporada

Robson Morelli

07 de julho de 2020 | 06h00

Os questionamentos já pipocam no Morumbi para saber como o São Paulo vai fazer dinheiro e conseguir pagar suas contas até o fim desta temporada. A resposta é a de sempre: vender jogador. Ninguém do elenco do técnico Fernando Diniz está salvo. Todos têm um preço e estão à venda. É claro que o clube não vai precisar se desfazer de mais do que três jogadores para conseguir o dinheiro que precisa. O presidente do São Paulo, Leco, sabe também que as ofertas vindas da Europa serão mais baixas em função da desvalorização do futebol durante a pandemia, e da pouca receita que a modalidade fez nos últimos quatro meses ou mais. Leco tem como opções de venda dois jogadores de meia de campo promissores e ainda em idade de aprendizado: Liziero e Igor Gomes (foto).

Ambos estão na mira de clubes da Europa e ambos são tidos como soluções para os problemas financeiros do São Paulo. Se as ofertas chegarem, elas serão aceitas. Leco vai vender os dois atletas como solução para as dúvidas acumuladas do clube em 2020. É euro. Nada menos do que R$ 100 milhões para cada um. Parcelado e nem tudo para o clube. Tirando comissão, parte de um, parte de outro, mesmo assim vai dar um bom dinheiro ao São Paulo. O Milan observa Liziero não é de hoje.

Lizeiro é reserva de Diniz, ou era, mas não menos importante que os outros atletas. Igor Gomes entra e sai do time. Ainda não se firmou. Seu destino pode ser a Espanha. Ocorre que ambos são bons jogadores. Caso aconteça a negociação, a venda, o treinador perderá duas boas opções de jogo. O São Paulo vai enfraquecer. Mas o ano, com essa pandemia e paralisação, virou uma bagunça esportiva. Ninguém sabe ao certo onde isso vai parar e como. Os clubes precisam de dinheiro, uma vez que eles não têm caixa, pelo menos esse é o choro de todos.

Agora não estou falando apenas do São Paulo, mas de todos os gestores do futebol brasileiro, ou de quase todos. Cadê o dinheiro? Cadê a gestão? Cadê o caixa? Cadê a organização? Cadê o pé no futuro? A pandemia veio também para dar um tapa na cara desses gestores do futebol que gastam mais do que arrecadam anualmente, que não prestam contas, que não respondem pelo dinheiro que entra e sai do clube, que gerem mal o que não é deles.

 

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