Parabéns para quem defendeu os briguentos de Oruro

Robson Morelli

21 de setembro de 2013 | 15h34

Poderia citar aqui uma lista de nomes de personalidades corintianas que saíram em defesa dos 12 briguentos detidos em Oruro, após a morte do menor Kevin Espada. Poderia: de dirigente de futebol a advogados oportunistas querendo cavar um espaço na mídia e talvez entre os coleguinhas. Todo mundo sabe que o futebol promove muita gente. Aos que defenderam aqueles corintianos, uma nova notícia apurada pelo repórter Renato Vieira, do Estadão, caiu como um raio sobre suas cabeças: o torcedor Rafael Machado Castilho de Araújo, de 19 anos, foi pego aprontando na cidade de Santo Estevão, a 150 quilômetros de Salvador, na Bahia. O coitadinho trocou tiros com a polícia e foi atingido em três lugares do corpo, mas permanece vivo. O membro da Gaviões da Fiel estava com um comparsa em cima de uma moto. Rafael era um dos 12 de Oruro.

É o quarto daqueles corintianos que se mete em confusão depois de libertados da cadeia na Bolívia. O quarto. Os outros três estavam na briga das torcidas de Corinthians e Vasco em Brasília, no Estádio Mané Garrincha, pelo Brasileirão. Os clubes terão de pagar por isso. O fato é que esses caras não são nem nunca foram os coitadinhos que algumas pessoas pregaram, e estão nas ruas arrumando confusão. Prova que dentro das organizadas, seja ela qual for, há a infiltração de bandidos e gente dessa espécie. Para não cometer injustiças, digo que nem todos são fora da lei, mas é preciso que seus presidentes, se honestos e do bem, tomem providências para fazer essa triagem e separar o joio do trigo.

Os que acham, como eu, que essas organizadas já estão condenadas e perdidas, resta esperar por algum magistrado que resolve de vez o problema.

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